O filme que surpreendeu ao superar Barbie em público na semana de estreia chega agora à Netflix Divulgação / Warner Bros. Pictures

O filme que surpreendeu ao superar Barbie em público na semana de estreia chega agora à Netflix

Numa mistura ousada de conto de fadas e comédia melancólica, “Wonka” reinventa o ícone do chocolate através dos olhos de um sonhador ingênuo e obstinado. Com Timothée Chalamet no papel-título, o filme costura doçura e desencanto num musical visualmente encantado, onde a esperança desafia a crueldade do sistema e a fantasia serve como refúgio de um mundo adoecido pela ganância, reacendendo o desejo coletivo por gentilezas impossíveis.

4 livros que até quem odeia leitura vai devorar

4 livros que até quem odeia leitura vai devorar

Tem gente que diz que prefere arrancar um dente sem anestesia a encarar um livro. E a gente entende. Afinal, durante anos fomos traumatizados com aquelas leituras escolares que pareciam escritas por um tataravô sonolento com raiva da humanidade. Mas e se eu te dissesse que há livros que não só não doem, como ainda curam? Isso mesmo: histórias tão potentes, tão bem contadas, que não exigem nenhum amor prévio pela literatura, só um pouco de curiosidade e talvez um café. É tipo aquele remédio gostoso que parece bala.

Arco-íris em branco e preto

Arco-íris em branco e preto

A vida era doce, mas não era mole. Destituído de vírgulas rapaduras e outras precauções gramaticais um gato cinza passou sob uma escada amarela na qual um homem preto de uniforme roxo fazia reparos na calha de uma casinha rosa cujo proprietário era um homem branco de olhos azuis e de ar superior. Sentindo-se mais por baixo do que diferencial de sapo um cão caramelo de olhar tristonho permanecia deitado na calçada à espera de que o homem preto de uniforme roxo descesse logo da escada amarela para alimentá-lo com um suculento naco de carne vermelha de preferência um filé.

5 livros de ficção que marcaram 5 lendas do cinema: Hitchcock, Kubrick, Fellini, Nolan e Coppola

5 livros de ficção que marcaram 5 lendas do cinema: Hitchcock, Kubrick, Fellini, Nolan e Coppola

Nem sempre um filme começa com uma câmera. Às vezes, nasce de uma frase lida tarde da noite, de um parágrafo que silenciou mais do que explicou. Diretores como Hitchcock, Kubrick, Fellini, Nolan e Coppola beberam da literatura com a reverência de quem sabe: há ficções que não passam, não se encerram, não se adaptam — apenas germinam, lentamente, em outra linguagem. E quando explodem na tela, é porque, antes, tocaram algo invisível no leitor que eles também foram.

Quando o pet vale mais que o namorado: o ranking afetivo moderno

Quando o pet vale mais que o namorado: o ranking afetivo moderno

Quando a previsibilidade emocional se torna mais valiosa que a complexidade humana, algo profundo se desloca em nosso modo de amar. Neste rearranjo afetivo, é o silêncio confortável dos vínculos incondicionais — e não a intensidade do desejo — que parece comandar a hierarquia das relações. O lugar ocupado pelos pets, pelos amigos íntimos, pelas telas e até por nós mesmos, revela com precisão o quanto recuamos do risco relacional. E talvez também o quanto, no fundo, desconfiamos da possibilidade de sermos amados com falhas.