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O romance mais delicado dos últimos 5 anos chegou ao Prime Video — e vai partir seu coração em silêncio Divulgação / Sony Pictures Home Entertainment

O romance mais delicado dos últimos 5 anos chegou ao Prime Video — e vai partir seu coração em silêncio

Em “Uma Bela Manhã”, Mia Hansen-Løve dissolve as fronteiras entre ficção e vida ao acompanhar uma mulher imersa em perdas, rotinas e afetos silenciosos. Fugindo das estruturas tradicionais de enredo, o filme encontra sua força na delicadeza dos gestos interrompidos, nos silêncios que dizem mais que palavras e no modo como a intimidade se constrói sem alarde, evocando um realismo raro, que reverbera muito depois do último corte.

O Prime Video esconde uma joia sobre mulheres que mudaram tudo — e você ainda não viu Divulgação / Gravitas Ventures

O Prime Video esconde uma joia sobre mulheres que mudaram tudo — e você ainda não viu

Ambientado no sul dos Estados Unidos nos anos 1960, “Uma Doce Revolução” entrelaça desigualdades de gênero e raça ao acompanhar uma mulher que, diante da falência iminente, precisa desafiar um sistema que só reconhece o poder masculino. Ao cruzar trajetórias marcadas por opressões históricas e disputas simbólicas, o filme questiona os limites da emancipação feminina em um mundo estruturado para silenciá-la e disfarçar seus próprios mecanismos de dominação.

História com Tom Hanks na Netflix é tão linda, certeira e inspiradora que até parece conselho de vó Divulgação / Sony Pictures

História com Tom Hanks na Netflix é tão linda, certeira e inspiradora que até parece conselho de vó

Há figuras públicas cuja influência atravessa décadas não pela grandiosidade de gestos, mas pela delicadeza persistente de suas ações. Fred Rogers pertence a essa categoria rara: um homem que jamais precisou elevar a voz para tocar os corações, cujos ensinamentos não foram transmitidos por discursos grandiosos, mas por silêncios acolhedores, perguntas gentis e uma escuta que parecia infinita. “Um Lindo Dia na Vizinhança” não tenta recontar sua trajetória — seria uma redução —, mas propõe algo mais ousado: recriar a experiência transformadora que era estar na presença desse homem.

Jennifer Garner se junta a Al Pacino em comédia belíssima que vai te fazer economizar R$ 400 — vale por uma sessão de terapia, na Netflix Divulgação / Imagem Filmes

Jennifer Garner se junta a Al Pacino em comédia belíssima que vai te fazer economizar R$ 400 — vale por uma sessão de terapia, na Netflix

Em “Não Olhe Para Trás”, Dan Fogelman não dirige um filme sobre redenção, mas propõe um mergulho no absurdo da fama, na precariedade dos afetos e no tardio despertar da consciência. Ao transformar um bilhete não entregue — uma carta escrita por John Lennon a um jovem cantor — no catalisador de uma crise existencial, o longa subverte expectativas: o que poderia ser apenas mais um conto sobre recomeços se converte em uma reflexão delicada sobre a falência emocional dos que sempre tiveram tudo, menos tempo para os outros.

Quando a arte imita a vida — drama com Scarlet Johansson desnuda as emoções e expõe fragilidade do amor, na Netflix Divulgação / Netflix

Quando a arte imita a vida — drama com Scarlet Johansson desnuda as emoções e expõe fragilidade do amor, na Netflix

Em “História de um Casamento”, Noah Baumbach desafia a lógica maniqueísta que tantas vezes permeia narrativas de separação. O que poderia soar como mais um registro dramático do desmonte conjugal torna-se, sob sua direção precisa e sensível, uma autópsia emocional que examina os cacos de um vínculo em decomposição sem recorrer à vilanização ou idealização dos envolvidos. O filme caminha sobre a corda bamba entre a ternura e o rancor, revelando como o amor pode, paradoxalmente, sobreviver mesmo após sua ruptura formal — não como sentimento romântico, mas como resíduo afetivo, incômodo e persistente.