Autor: Giancarlo Galdino

O filme mais sombrio de Guy Ritchie tem um final que está deixando todo mundo desconcertado Divulgação / Miramax

O filme mais sombrio de Guy Ritchie tem um final que está deixando todo mundo desconcertado

A inexpressividade marmórea de Jason Statham, um rosto (e um corpo) já bastante conhecidos do público em enredos como este, realçam na medida o caráter eminentemente viril de “Infiltrado”. O filme de Guy Ritchie fala a uma maldade em estado bruto, mas judiciosa, que eleva a violência essencial que existe em cada um de nós à condição de refinado mecanismo que permite-nos continuar no jogo. Ritchie vale-se da rudeza de seu protagonista para engatar uma história comum à primeira vista, mas que conta com uma virada bastante original.

Philip Roth previu o cancelamento: o romance, escrito há 20 anos, que ainda explica os linchamentos digitais

Philip Roth previu o cancelamento: o romance, escrito há 20 anos, que ainda explica os linchamentos digitais

Talvez nenhum escritor tenha sido mais feliz em decifrar os tantos segredos de sua Terra como Philip Milton Roth (1933-2018). Bem a seu modo, desaboatadamente, Roth explica em “A Marca Humana” o gosto por ser a palmatória do mundo que acomete os Estados Unidos. Junto com “Pastoral Americana” (1997) e “Casei com um Comunista” (2000), “A Marca Humana” compõe a aclamada Trilogia Americana, na qual o romancista esgrime sobre a onipresente crise de identidade nacional, racismo e a praga do politicamente correto. Em mais de quatro centenas de páginas, a pena de Roth vai muito além do que se poderia supor, numa narrativa tão fluida quanto perturbadora.

5 livros que mudaram a minha vida — e podem mudar a sua

5 livros que mudaram a minha vida — e podem mudar a sua

Mas os livros salvam os homens e os homens, quem sabe, remedeiem a humanidade. Escolhi, desculpem-me a petulância, cinco publicações de autores e tempos diversos sobre as quais posso testemunhar sem medo a eficácia quanto a aplacar a impressão terrível de não ver lógica algum nessa patética jornada terrena. Fiódor Dostoiévski (1821-1881), claro, encabeça minha lista, e confesso que é uma tarefa inglória não dedicar-lhe todo o espaço.

Os 7 filmes de 2025 que deixaram todo mundo emocionado (e ninguém estava preparado) Divulgação / Walt Disney Studios Motion Pictures

Os 7 filmes de 2025 que deixaram todo mundo emocionado (e ninguém estava preparado)

O ser humano é, certamente, a manifestação de vida mais curiosa de toda a Criação. Quanto mais longe fica o homem do mundo, mais se aproxima de sua própria alma; seus mistérios, ainda que sempre absorventes, tornam-se menos indóceis, e a vida até parece mais fácil, uma vez que põe-se mais alerta e não se flagra vítima dos delírios que ele mesmo teima em criar. Escapando de certas armadilhas para permitir-se capturar por outras tantas, fazemos da existência a arte de saber se esquivar e de gostar de sofrer. Os sete filmes que escolhemos para esta lista, as estreias mais emocionantes dos últimos doze meses até o momento, espelham, cada qual a seu modo, essa tentativa de imprimir alguma ordem na caótica jornada humana aqui embaixo.

As 7 séries de 2025 que todo mundo está assistindo (e você também vai querer ver)

As 7 séries de 2025 que todo mundo está assistindo (e você também vai querer ver)

Disse sabiamente Terêncio (185 a.C. — 159 a.C.) que, por ser humano, nada que o homem fizesse ou deixasse de fazer era-lhe indiferente. A indústria cultural descobriu nas séries um filão tão prolífico quanto convincente de chegar a públicos os mais diversos, esmiuçando temas sensíveis como a inteligência artificial e, evidentemente, as artimanhas dos assassinos seriais e psicopatas em sentido amplo. Aqui vai uma lista com sete produções, arroladas em ordem alfabética, cada qual firme em sua meta de comprovar o poder das tramas fragmentadas, plurais e incômodas como o próprio gênero humano.