Autor: Giancarlo Galdino

Um dos melhores filmes de suspense do século 21 é indiano e está no catálogo da Netflix

Um dos melhores filmes de suspense do século 21 é indiano e está no catálogo da Netflix

Um thriller que se propõe a aventar hipóteses sobre como será a vida de uma mulher que se descobre subitamente sem marido e grávida dele poderia ser no mínimo enfadonho, mas em se tratando de uma produção indiana, qualquer especulação ligeira é um atalho para o equívoco mais imperdoável. “Kahaani” (2012), de Sujoy Ghosh, se vale das cores, das luzes, das texturas incontáveis da Índia enquanto apresenta ao público uma narrativa cujo caos é milimetricamente pensado, a fim de dar a sensação tão benfazeja de que aquela é mesmo uma história autoral.

O filme de 39 minutos que tem 100% de avaliações positivas e é o mais impactante do catálogo da Netflix

O filme de 39 minutos que tem 100% de avaliações positivas e é o mais impactante do catálogo da Netflix

Capital mundial da overdose, Huntington, na Virgínia Ocidental, apresenta registros dez vezes superiores aos observados em todo o território americano, o que implica em gastos extras com atendimento médico de urgência, programas de assistência social e encargos jurídicos. Mas a luta de três mulheres está sendo capaz de reescrever a história do condado, como se vê em “Heroína(s)” (2017), de Elaine McMillion Sheldon.

O mais belo filme dos últimos dez anos está no catálogo do Amazon Prime Video

O mais belo filme dos últimos dez anos está no catálogo do Amazon Prime Video

O surpreendente “Boyhood”, de Richard Linklater, começou a ser rodado em 2002 e só foi concluído em 2014, não por falta de dinheiro — até porque isso nunca foi problema para a indústria cinematográfica americana, e ainda menos num filme que gastou “só” US$ 4 milhões. O caso no trabalho de Linklater foi proposital: o intuito era esse, usar o mesmo elenco, encabeçado por um garoto do Texas, até então anônimo, e ver no que daria aquilo (o que não queria dizer deixar a história correr solta, muito pelo contrário).

O filme diabolicamente distorcido da Netflix que causa reações extremas

O filme diabolicamente distorcido da Netflix que causa reações extremas

A crítica ao caos do mundo por meio de uma narrativa em que o nonsense é o grande trunfo é o ponto alto de “O Bar” (2017). Dirigido pelo espanhol Álex de la Iglesia, o filme é um golpe atrás do outro, com mais e mais força, em cima da hipocrisia de uma sociedade que se quer e se diz igualitária, mas estabelece seus tantos privilégios, mesmo em cenários de vida ou morte, uma paranoia cada vez mais pulsante no mundo contemporâneo.

Não perca seu tempo. Alerta Vermelho, maior estreia da história da Netflix, é uma bobajada

Não perca seu tempo. Alerta Vermelho, maior estreia da história da Netflix, é uma bobajada

Uma produção originalmente destinada à Universal, um dos estúdios mais tradicionais da história do cinema, contando com uma trinca de protagonistas conhecida do grande público, e que vai parar na Netflix, a maior plataforma de streaming do mercado, é sucesso garantido, certo? Não, por causa da inconsistência da trama — entre outras razões. “Alerta Vermelho” (2021) bem que tenta, mas não entrega tudo o promete, se revelando um filme pretensioso, em que tudo, rigorosamente tudo o que se vê, já foi levado à tela em algum outro momento.