Autor: Giancarlo Galdino

Filme da Netflix, para quem gostou de Jogos Mortais, fará seu coração sair pela boca

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Numa sala propositalmente desconfortável, seis desconhecidos com características em comum se esmeram por sobressair uns aos outros, primeiro para se manterem vivos; depois, para botarem a mão numa fortuna. Esse é o mote de “Escape Room”, em que o diretor Adam Robitel deixa a audiência livre (até demais) para especular sobre quem merece levar melhor, sem dar muita importância a critérios de nenhuma ordem, nem do ponto de vista cinematográfico nem moral.

O filme imprevisível e cínico da Netflix que vai invadir cada milímetro de seu cérebro

O filme imprevisível e cínico da Netflix que vai invadir cada milímetro de seu cérebro

A máxima caduca que reza que o mundo é dos espertos, aliada a pensamentos que até podem simular alguma sofisticação, como o que sugere uma conspiração de ricos para que pobres continuem pobres (e cada vez mais), mas que só se prestam a esconder vitimismo, horror ao trabalho honesto e incitação ao crime, permeia todo o conteúdo de “Eu Me Importo”, em que o diretor J Blakeson constrói uma inventiva sátira a modelos de vida que priorizam o sucesso a qualquer preço.

Novo filme de romance da Netflix vai partir seu coração em centenas de pedacinhos

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A descoberta do amor pode tornar a passagem pela vida em vida verdadeiramente, o que o diretor japonês Yoshihiro Fukagawa demonstra com talento invulgar e sem medo de soar piegas. Fukagawa, aliás, só reproduz o que a escritora Keisuke Uyama, sua patrícia, entende por amor e, claro, companheirismo, postura que norteia a vida de quem se encontra genuinamente tomado pelo sentimento amoroso, como expõe em seu livro, “Como Pétalas que Caem”.

Carregado de raiva e tensão sexual, filme da Netflix vai abrir um barril de pólvora na sua cabeça

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Pode-se ser livre em regimes ditos democráticos que ascendem graças a práticas fascistas e neonazistas? E o que fazer com o fascismo e o neonazismo em democracias sólidas, mas de alguma forma lenientes? Varrê-los para debaixo do tapete ou esmagá-los como a um verme, metafórica e literalmente? “E Amanhã… O Mundo Todo”, da alemã Julia von Heinz, é assim, mais pergunta que responde, deixa o espectador confuso em dados momentos, mas frisa a necessidade de lutar por dias menos difíceis para a nossa frágil humanidade.

Suspense psicológico da Netflix vai fazê-lo se contorcer no sofá enquanto gela sua espinha

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Sem medo de ser tachado de inusitado, exótico, hermético, “A Ligação” coloca um pé no noir e outro na ficção científica, e consegue a proeza de manter o eixo narrativo límpido, trabalhando a personagem central sem a pressa que se depreende de outras produções do gênero, muitas igualmente da Ásia. Lee Chung-hyun é uma criança numa loja de doces, brincando ao mesclar ingredientes do terror clássico com elementos mais oxigenados, o que confere ao argumento de que parte, meio batido, a originalidade necessária.