Autor: Giancarlo Galdino

Comédia francesa na Netflix vai te fazer pensar enquanto ri de nervoso Divulgação / Medset Film

Comédia francesa na Netflix vai te fazer pensar enquanto ri de nervoso

Brincadeiras de adultos acarretam efeitos que, presume-se, demandam maturidade de gente grande. Pelo menos seria esse o fim menos leviano para o joguinho estúpido em que fundamenta-se “Nada a Esconder”, a comédia dramática em que o francês Fred Cavayé vale-se de elementos assumidamente teatrais para narrar os desdobramentos de uma quase desastrosa noite entre amigos.

Inspirada em ‘8½’ de Fellini, deliciosa comédia indicada ao Oscar, no Prime Video, é antídoto contra o mau humor Divulgação / Sweetland Films

Inspirada em ‘8½’ de Fellini, deliciosa comédia indicada ao Oscar, no Prime Video, é antídoto contra o mau humor

Talvez seja fácil ser Woody Allen — sobretudo quando se é Woody Allen —, e essa decerto é o primeiro mandamento que observa ao rodar um filme como “Desconstruindo Harry”, cheio de autorreferências e de circunvoluções, sem que essa exótica metalinguagem interfira no que o espectador pode captar de suas histórias.

Ganhadora do Oscar, obra-prima de Kenneth Branagh com Jamie Dornan está no Prime Video Divulgação / TKBC

Ganhadora do Oscar, obra-prima de Kenneth Branagh com Jamie Dornan está no Prime Video

Falar sobre as coisas que se conhece — e, mais importante, que se ama — é o jeito mais efetivo de ser universal. A máxima, elaborada a partir de “O rio da minha aldeia”, poema do lusitano Fernando Pessoa (1888-1935), publicado em 1946, onze anos depois sua morte, cai como uma luva para definir “Belfast”, registro comovedoramente pessoal da infância de Kenneth Branagh na Irlanda do Norte dos anos 1960, um país em colapso, experimentando as primeiras nuvens de uma tempestade que se estenderia pelas três décadas seguintes.

Indicado a 8 estatuetas do Oscar, filme com Tom Hanks, de Baz Luhrmann, está no Prime Video Divulgação / Warner Bros.

Indicado a 8 estatuetas do Oscar, filme com Tom Hanks, de Baz Luhrmann, está no Prime Video

Hoje, passado quase meio século de sua morte, Elvis Presley (1935-1977) talvez não viesse nunca a se tornar a estrela mais brilhante do mundo do entretenimento. Elvis teria sido patrulhado por ser branco, por “querer ser preto”, por mexer os quadris, por não permitir ser rotulado. “Elvis”, a cinebiografia extravagante de Baz Luhrmann, plena das composições grandiloquentes bem típicas do diretor, escolhe navegar por esses mares, disposta a vencer fortes ondas de estranheza por mostrar um lado até então bastante nebuloso da história.