Autor: Giancarlo Galdino

Esqueça a loira explosiva: novo filme de Pamela Anderson é uma carta de despedida e renascimento. Já está no Prime Video Divulgação / Amazon Prime Video

Esqueça a loira explosiva: novo filme de Pamela Anderson é uma carta de despedida e renascimento. Já está no Prime Video

Dizer que Pamela Anderson se desnuda ao longo dos 85 minutos de “A Última Showgirl” pode parecer uma blague um tanto grosseira (além de óbvia), mas é justamente essa a impressão que Anderson, um dos símbolos sexuais mais perenes da história do mundo do espetáculo, uma mulher que viveu do seu corpo, mas que sempre soube deixar claro quem mandava em quem. Há em Shelly Gardner alguma coisa da eterna C.J. Parker, a salva-vidas que açulava a imaginação de marmanjos de todo o planeta em “S.O.S. Malibu” (1989-2001), mormente os de uma América puritana e hipócrita, mas não tudo.

Detonado pela crítica, novo filme de Viola Davis estreia no Prime Video, bate recordes e já é o mais assistido de 2025 (até agora) Divulgação / Amazon Prime Video

Detonado pela crítica, novo filme de Viola Davis estreia no Prime Video, bate recordes e já é o mais assistido de 2025 (até agora)

Depois de aventuras ingratas a exemplo de “Código de Conduta” (2009), de F. Gary Gray, seguida de produções esquecíveis e quase marginais, Viola Davis, merecidamente, tornou-se quem sempre deveria ter sido. Seu magnífico desempenho em “Um Limite Entre Nós” (2016), dirigida pelo coprotagonista Denzel Washington e pelo qual venceu o Oscar de Melhor Atriz em 2017, e “A Voz Suprema do Blues” (2020), de George C. Wolfe, cristalizou em Hollywood a ideia de Davis como a afro-americana destemida, capaz de enfrentar toda sorte de prostração e intolerância em sua busca por identidade e reconhecimento, e só isso pode explicar “G20”, sua nova empreitada.

Na Netflix: nova temporada da maior série de ficção científica de todos os tempos — 87% de aprovação e 29 prêmios, incluindo 9 Emmy Awards Divulgação / Netflix

Na Netflix: nova temporada da maior série de ficção científica de todos os tempos — 87% de aprovação e 29 prêmios, incluindo 9 Emmy Awards

A inteligência artificial continua mesmo mais diabólica que santa. Essa é a opinião de Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”, e de Ally Pankiw, a diretora de “Pessoas Comuns”, o primeiro episódio da sétima temporada da série, queridinha de dez entre dez nerds, não necessariamente pela forma, mas decerto pelo conteúdo. De “Pessoas Comuns”, disparado o melhor capítulo da nova fase do programa, escorre uma grossa lava de pessimismo, corroendo tudo o que encontra e fazendo a alegria dos fãs mais ortodoxos.

O melhor filme de 2025 acaba de chegar ao Prime Video: a obra-prima que rendeu o Oscar a Adrien Brody Divulgação / A24

O melhor filme de 2025 acaba de chegar ao Prime Video: a obra-prima que rendeu o Oscar a Adrien Brody

“O Brutalista” entra com todo o merecimento na galeria de épicos do cinema, e é preciso fôlego extra para chegar ao fim dos 215 minutos de uma história cheia de reviravoltas, detalhes, proposições, beleza, mas uma beleza que repudia a obviedade e impõe-se pelo vigor. Brady Corbet e a corroteirista Mona Fastvold tecem críticas ora pertinentes, ora ingênuas ao capitalismo tendo por pano de fundo a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que expulsa um homem de sua terra natal e o força a sair à procura um novo lugar para chamar de seu, pouco importa onde, sem nenhuma garantia de que o iria encontrar.

Crítica rejeitou. O público esqueceu. O streaming reviveu. E agora ele está de volta ao Top 10 da Netflix Divulgação / Sony Pictures

Crítica rejeitou. O público esqueceu. O streaming reviveu. E agora ele está de volta ao Top 10 da Netflix

“Bloodshot” assume-se meio envergonhadamente um pastiche de produções a exemplo de “O Exterminador do Futuro” (1984), “Robocop – O Policial do Futuro” (1987) e “O Vingador do Futuro” (1990) sem nada do, para não perder a piada, futuro e tampouco do talento de James Cameron, Paul Verhoeven ou Len Wiseman. Baseado nas histórias em quadrinhos de Don Perlin (1929-2024), Bob Layton e Kevin VanHook publicadas pela Valiant Comics, o roteiro de Eric Heisserer e Jeff Wadlow atinge, com algum esforço, os fãs já iniciados e compassivos, aqueles que perdoam os muitos deslizes do texto em nome do entretenimento.