Autor: Francisco Barros

Um banquete chamado Expedição Abissal

Um banquete chamado Expedição Abissal

Uma colher de Guimarães Rosa, uma pitada de Jorge Amado, alguns gramas de Carmo Bernardes, uma xícara de Gabriel García Márquez, mexa à vontade, solte a imaginação, deixe ao ponto, com muita poesia e inventividade. Assim nasceu, com preciosos e precisos toques autorais, “Expedição Abissal”, do jornalista Hélverton Baiano. Misturar os autores citados, salvo armado de extrema habilidade com as palavras, poderia resultar num Frankenstein literário. Obviamente, não foi o caso.

Autorretrato de aniversário (ou uma selfie indelicada)

Autorretrato de aniversário (ou uma selfie indelicada)

Como falar de si contornando o narcisismo? Em primeiro lugar: bem melhor falar dos outros. E como diria o Ariano Suassuna: de preferência pelas costas, por uma questão de educação, para não melindrar o fulano. Mas veja que começo a desviar do tema e falo dos outros. Falar de si não é fácil porque implica olhar para dentro. Sondar o seu íntimo. Desnudar-se. Expor-se. Revelar-se.

Charles Baudelaire: 200 anos. Para não dizer que não falei das flores (do mal)

Charles Baudelaire: 200 anos. Para não dizer que não falei das flores (do mal)

É quase impossível olhar para o calendário (9 de abril) e não se deixar tocar: 200 anos de nascimento do celebrado “poeta maldito”, Charles Baudelaire. Ao citar o vate, vem imediatamente à memória a sua produção máxima: “As Flores do Mal”. A obra que para muitos inaugurou a modernidade literária ao romper com as formas clássicas do verso e com os cânones literários vigentes.

Um brinde a Neruda

Um brinde a Neruda

Como as frondosas árvores de Temuco, teus fonemas geraram sementes; e essas sementes persistirão, aguerridas, nas rugas do tempo, e germinarão nos sulcos adubados da terra. Assim, uma vez mais, poderão testemunhar: o Canto Geral renascerá, diariamente, pois dele não pode prescindir a marcha pela liberdade.

Ulisses: o Coveiro de Manaus

Ulisses: o Coveiro de Manaus

Trinta e dois séculos depois, numa geografia diametralmente distinta, nos deparamos com outro herói; outro Ulisses. Este, de carne e osso. Alguém que podemos até tocar e que não protagonizou nenhuma viagem fantástica para mundos desconhecidos. O Ulisses que os jornais descobriram reside em Manaus.