Autor: Fer Kalaoun

Bresson traduz Dostoiévski para a era do vazio existencial — e a MUBI resgata essa joia Divulgação / Victoria Film

Bresson traduz Dostoiévski para a era do vazio existencial — e a MUBI resgata essa joia

Inspirado em “Noites Brancas”, de Fiódor Dostoiévski, “Quatro Noites de Um Sonhador”, de 1971, dirigido por Robert Bresson, desloca o espaço e o tempo da história para uma Paris contemporânea. O tom narrativo abandona o sentimentalismo da obra literária e se aproxima de uma anatomia do desejo e da frustração. Ao assistir ao filme, fica a impressão de que a obra de Bresson é quase experimental e “caseira”, construída sobre uma produção enxuta.

O Prime Video esconde o suspense mais perturbador do século Divulgação / MGM

O Prime Video esconde o suspense mais perturbador do século

Adaptado do romance homônimo de Thomas Harris, “O Silêncio dos Inocentes”, marcado pela atuação diabólica de Anthony Hopkins, quase tomou outro rumo. Gene Hackman detinha os direitos autorais e chegou a cogitar dirigir e protagonizar o filme. Depois de alguns impasses, Jonathan Demme foi definido para seguir na batuta, enquanto Hopkins foi o nome escolhido para interpretar Hannibal Lecter.

O filme brasileiro que foi aplaudido de pé por 13 minutos em Cannes e é um dos mais cotados ao Oscar 2026 Divulgação / Arte France Cinéma

O filme brasileiro que foi aplaudido de pé por 13 minutos em Cannes e é um dos mais cotados ao Oscar 2026

“O Agente Secreto”, longa de espionagem brasileiro cotado para o Oscar 2026, é minucioso em cada uma de suas várias camadas. O diretor, Kleber Mendonça Filho, não é nem um pouco bobo. Cada uma dessas camadas é pensada estrategicamente e preenche o recheio da mensagem desse filme que não entrega tudo na superfície, mas tem um subtexto vasto.

O filme de realismo mágico na Mubi que fez Cannes aplaudir por 9 minutos e vai te deixar em transe Divulgação / Rai Cinema

O filme de realismo mágico na Mubi que fez Cannes aplaudir por 9 minutos e vai te deixar em transe

Inspirado na história de Orfeu e Eurídice, “La Chimera”, de Alice Rohrwacher, fecha sua trilogia da memória, antecedido por “As Maravilhas” (2014) e “Lazzaro Felice” (2018). O trio de filmes valoriza a história italiana, a cultura etrusca e a coexistência entre o sagrado e o profano, em uma espécie de realismo mágico ou um certo encantamento político.