Ornella Vanoni e a voz que permaneceu

Ornella Vanoni e a voz que permaneceu

A notícia tardia da morte de Ornella Vanoni desperta uma memória íntima, construída entre discos antigos, vozes que atravessam gerações e revisitas que moldam afetos persistentes. Suas canções, especialmente as versões primeiras de “L’Appuntamento” e “Senza Fine”, retornam como ecos de um passado que insiste em permanecer. O relato pessoal encontra na música um território de continuidade, lembrando que algumas vozes seguem vivas mesmo quando silenciam. Em meio a recordações irredutíveis, suas interpretações reacendem afetos guardados no tempo que passa.

O filme mais lucrativo da história acaba de estrear na Netflix — e ele rendeu 4.000 vezes o que custou Divulgação / Artisan Entertainment

O filme mais lucrativo da história acaba de estrear na Netflix — e ele rendeu 4.000 vezes o que custou

A investigação de três jovens em uma mata remota ganhou dimensão inesperada ao combinar estética caseira, violência sugerida e narrativa fragmentada, marcando um ponto de virada no terror contemporâneo. O lançamento, apoiado por campanha digital pioneira, ampliou o debate sobre verossimilhança e custo de produção, impulsionando modelos independentes. Ao revisitar essa obra, interessa notar como suas escolhas formais redefiniram expectativas e influenciaram práticas de mercado ainda visíveis no cinema atual, diferentes contextos de exibição e recepção ao longo dos anos.

Eu escrevo porque escrever não me leva a nada

Eu escrevo porque escrever não me leva a nada

Naquela época, em meados dos anos 1970, a ditadura militar imperava no país e eu ainda não fazia a mínima ideia do que significasse uma vida adulta desvirtuada por sonhos adulterados. Só pensava em brincar, em ir à escola, em escrever historinhas pueris inspirado no acervo precioso de um Monteiro Lobato, com a barriga colada no chão frio que recendia a cera de embalagem econômica. A minha perspectiva de vida, portanto, era tão superficial, rasa e rasteira quanto as pegadas no piso vermelhão da casa de família de classe média em que fui criado.

O melhor filme de Natal de 2025 chegou à Netflix e já é o mais assistido do mundo, em 92 países Rob Baker Ashton / Netflix

O melhor filme de Natal de 2025 chegou à Netflix e já é o mais assistido do mundo, em 92 países

Comédia romântica natalina da Netflix, “Feliz Assalto!” acompanha uma vendedora e um técnico explorados que decidem roubar a loja de departamentos onde trabalham. Dirigido por Michael Fimognari, com Olivia Holt, Connor Swindells e Lucy Punch, o filme mistura planejamento de golpe, flerte e crítica leve ao trabalho precarizado. A história examina o desejo de vingança e a fantasia de segunda chance em meio a luzes de Natal, promoções agressivas e cheques cada vez menores, para quem sustenta o brilho alheio.

Ícone da prosa radical dos anos 1990, Marcelo Mirisola leva ao novo romance sua guerra contra o bom-mocismo literário

Ícone da prosa radical dos anos 1990, Marcelo Mirisola leva ao novo romance sua guerra contra o bom-mocismo literário

Previsto para chegar às livrarias em 2026, depois de “Espeto Corrido” e da criação do selo independente Velhos Bárbaros, “Beleléu” retoma sexo, ressentimento de classe e humor cruel na prosa de Marcelo Mirisola. O romance acompanha um narrador que transforma fracassos, brigas e precariedade em matéria literária e agora enfrenta um campo dominado por redes sociais, editais e disputas de visibilidade, mantendo a recusa ao bom-mocismo cultural que marca a trajetória do autor desde os anos 1990.