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Superprodução sobre Segunda Guerra, com Tom Hanks, indicada ao Oscar, na Apple TV+ Divulgação / Apple Original Films

Superprodução sobre Segunda Guerra, com Tom Hanks, indicada ao Oscar, na Apple TV+

A guerra no Atlântico, um dos teatros de batalha mais implacáveis da Segunda Guerra Mundial, é o pano de fundo de “Greyhound: Na Mira do Inimigo”, filme que carrega em sua essência não apenas a tensa dinâmica dos combates navais, mas também a psique de um comandante confrontado pela imensidão do oceano e pelo peso da responsabilidade. Roteirizado e estrelado por Tom Hanks, a produção, ainda que contida em sua duração enxuta, se desdobra como um testemunho cinematográfico da pressão e da urgência vividas por aqueles que ousaram desafiar as profundezas hostis do Atlântico Norte.

Sátira social genial indicada a 3 Oscars está no TOP 10 mundial da Max Divulgação / Imperative Entertainment

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A história segue um casal de modelos, Carl (Harris Dickinson) e Yaya (Charlbi Dean, em seu último papel), que embarca em um cruzeiro de luxo repleto de figuras que encarnam o poder e a decadência. Entre os passageiros está um oligarca russo grotesco, enquanto o capitão do navio (Woody Harrelson) oscila entre a apatia e o deboche. No coração da trama, uma ceia de gala durante uma tempestade se transforma em um espétaculo de caos físico e simbólico, reminiscentes das sequências escatológicas de “A Comilança” e “O Sentido da Vida”. A cena escancara o grotesco da opulência e antecipa a inversão brutal de papéis sociais que virá depois.

A obra-prima irretocável de Roman Polanski, entre os 30 maiores filmes da história, está prestes a deixar a Netflix Divulgação / Focus Features

A obra-prima irretocável de Roman Polanski, entre os 30 maiores filmes da história, está prestes a deixar a Netflix

A escolha de Polanski por uma abordagem intimista redefine a forma como se conta uma história de guerra. Ao invés de recorrer a grandes batalhas ou atos heroicos evidentes, ele foca na experiência individual, no terror silencioso e na degradação gradual de um ser humano. A Varsóvia que ele retrata não é apenas um campo de ruínas; é um labirinto de incerteza onde a morte é um espectro sempre à espreita. Esse olhar particular confere ao filme uma atmosfera quase sufocante, onde cada rua vazia e cada edifício destruído se tornam símbolos de um mundo em colapso.

John Wick japonês: thriller de ação que acabou de chegar e já disparou no TOP 1 mundial da Netflix Divulgação / Netflix

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A espinha dorsal do enredo gira em torno da busca de um protagonista que, movido pelo desejo de retribuição, se lança contra uma sucessão de inimigos. No entanto, o roteiro não se compromete a desenvolver plenamente suas motivações, tornando seu arco emocional pouco envolvente. Os antagonistas, embora apresentem nuances de ambiguidade moral, não representam um desafio à altura, pois a invulnerabilidade quase caricatural do herói anula qualquer tensão real. Assim, a narrativa se desenrola como um jogo de níveis previsível, no qual cada embate perde progressivamente seu impacto, tornando-se meramente funcional.

Gene Hackman, John Cuzack e Rachel Weisz: thriller de tribunal inquietante e inteligente é aula de Direito na Netflix Divulgação / New Regency Productions

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A decisão de deslocar o foco da história original, que abordava a responsabilidade da indústria do tabaco, para um julgamento envolvendo fabricantes de armas de fogo, é mais do que uma escolha narrativa. Esse reposicionamento reflete uma mudança na urgência dos debates sociais nos Estados Unidos. Se nos anos 1990 a discussão sobre os malefícios do cigarro dominava o discurso público, no início dos anos 2000 o controle de armas já se tornara uma das questões mais polarizadoras do país. Essa alteração confere ao filme um caráter mais provocativo e um senso de atualidade que amplia seu potencial de engajamento.