Um homem, uma montanha, um lobo: o filme da Netflix que transforma solidão em ferocidade e hipnotiza sem pressa
O texto acompanha como Samu Fuentes transforma o cotidiano de Martinon, isolado nas montanhas espanholas, em reflexão sobre o excesso de si e a miséria de estar só. Entre caça a lobos, idas à vila e a tentativa de comprar uma esposa, surgem Pascuala e Adela, duas presenças que deslocam o caçador entre brutalidade e afeto. A crítica destaca o trabalho físico de Mario Casas, a fotografia nevada de Aitor Mantxola e os riscos formais de “Sob a Pele do Lobo”, sem ignorar tropeços do roteiro e o eco de “O Regresso”.





