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O filme que todo mundo deveria assistir no primeiro dia do ano (e ele está na HBO Max) Divulgação / Warner Bros

O filme que todo mundo deveria assistir no primeiro dia do ano (e ele está na HBO Max)

Em “Amarcord”, Federico Fellini escolhe a infância como território de fantasia: memória que se inventa, se omite, se enfeita. O filme passeia por Rimini nos anos 1930 e faz da vida cotidiana um desfile de caricaturas afetuosas, desejo adolescente, família ruidosa e rituais públicos grandiloquentes. Entre realidade e delírio, o diretor alterna cenas minuciosas e devaneios surrealistas, deixando a noite e o sépia tomarem conta conforme a inocência se desfaz. Resultado: lirismo puro e persistente.

Um dos filmes de ação mais marcantes dos últimos 3 anos está na Netflix (e não é o que você imagina) Divulgação / Focus Feature

Um dos filmes de ação mais marcantes dos últimos 3 anos está na Netflix (e não é o que você imagina)

Em “O Homem do Norte”, Robert Eggers reconstitui uma lenda escandinava que ecoa “Hamlet”, sem suavizar a brutalidade do mundo viking. A abertura convoca as nornas e Odin para anunciar um destino sem volta, enquanto a violência vira personagem permanente. Entre a fotografia macabra de Jarin Blaschke e a música de Robin Carolan e Sebastian Gainsborough, o filme alterna transe e realismo. Alexander Skarsgård sustenta a mortificação de Amleth, e Anya Taylor-Joy amplia o fôlego mítico até o duelo derradeiro.

Entre o charme e a gargalhada: a comédia francesa da Netflix que faz o dia melhorar Divulgação / Netflix

Entre o charme e a gargalhada: a comédia francesa da Netflix que faz o dia melhorar

Na comédia francesa “Eu Não Sou Um Homem Fácil”, Éléonore Pourriat imagina um mundo em que regras sociais se invertem e homens provam, na pele, o que costumam impor. Damien, publicitário inseguro, acorda nessa realidade depois de um choque e passa a ser tratado como objeto, enquanto uma executiva ocupa o lugar dominante. Com ecos de “Do Que as Mulheres Gostam”, mas com sinal trocado, o filme mistura sátira, exagero e crítica ao machismo cotidiano, sem perder leveza nem ternura.