O filme que todo mundo deveria assistir no primeiro dia do ano (e ele está na HBO Max)
Em “Amarcord”, Federico Fellini escolhe a infância como território de fantasia: memória que se inventa, se omite, se enfeita. O filme passeia por Rimini nos anos 1930 e faz da vida cotidiana um desfile de caricaturas afetuosas, desejo adolescente, família ruidosa e rituais públicos grandiloquentes. Entre realidade e delírio, o diretor alterna cenas minuciosas e devaneios surrealistas, deixando a noite e o sépia tomarem conta conforme a inocência se desfaz. Resultado: lirismo puro e persistente.






