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No Prime Video, um filme que te dá o poder de voltar no tempo… só para mostrar por que isso não salva ninguém Divulgação / Translux

No Prime Video, um filme que te dá o poder de voltar no tempo… só para mostrar por que isso não salva ninguém

Aos 21 anos, Tim ganha o poder de voltar no tempo, apenas ao ontem, e tenta reparar equívocos como se isso pudesse curar uma vida inteira. A premissa dialoga com “Feitiço do Tempo”, mas segue na direção oposta, oferecendo uma viagem divertida e comovente que esbarra na finitude e na incerteza. Entre Londres e Crawley, o segredo familiar surge numa conversa com o pai, enquanto Domhnall Gleeson e Bill Nighy sustentam o conto. No amor, sem bruxaria, a doçura também enjoa.

Se você amou o clássico Harold & Maude, vai amar essa comédia estranha e delicada na HBO Max Divulgação / Ley Line Entertainment

Se você amou o clássico Harold & Maude, vai amar essa comédia estranha e delicada na HBO Max

Em “Entre os Templos”, Nathan Silver acompanha Ben Gottlieb (Jason Schwartzman), um cantor de sinagoga que atravessa uma crise que vai além do luto. Desde a morte repentina da esposa, uma escritora, Ben sente que perdeu algo essencial: a voz, a fé e a capacidade de ocupar seu lugar dentro da própria comunidade. Ele continua aparecendo nos compromissos religiosos, mas tudo soa mecânico, como se estivesse apenas cumprindo tabela para não decepcionar o rabino, a congregação e as duas mães que orbitam sua vida adulta.

O filme de Bernardo Bertolucci que envelheceu tão bem quanto vinho, na Mubi Divulgação / Península Films

O filme de Bernardo Bertolucci que envelheceu tão bem quanto vinho, na Mubi

Quando foi lançado, “Os Sonhadores”, de Bernardo Bertolucci, foi recebido com aclamação quase imediata. Críticos respeitados, como Roger Ebert, exaltaram a beleza poética do filme, ainda que ele já carregasse um potencial controverso. Vinte e três anos depois, após sucessivas revisitações, o olhar crítico mudou, e mudou de forma significativa. Até mesmo pelas polêmicas em que o diretor se envolveu. Isabelle, a jovem interpretada pela talentosíssima e deslumbrante Eva Green, passou a ser lida como símbolo de mulheres silenciadas, objetificadas e erotizadas.

Drama que acaba de chegar na Netflix é uma jornada de autoconhecimento, cura e reconciliação com o passado Divulgação / Buddy Buddy Pictures

Drama que acaba de chegar na Netflix é uma jornada de autoconhecimento, cura e reconciliação com o passado

“Uma Carta à Minha Juventude” é um drama que aposta menos em grandes viradas e mais na observação cuidadosa das feridas que a infância deixa. Dirigido por Sim F., o filme acompanha a trajetória de Kefas, primeiro na infância e depois na vida adulta, mostrando como experiências mal resolvidas continuam moldando decisões muitos anos depois.

Vanessa Kirby entrega a atuação mais devastadora da década — e está na Netflix Benjamin Loeb / Netflix

Vanessa Kirby entrega a atuação mais devastadora da década — e está na Netflix

O filme de Kornél Mundruczó aposta no plano-sequência como torvelinho emocional, com diálogos disparados nos primeiros minutos e cada fala carregando um peso próprio. Martha Weiss e Sean atravessam o parto em casa, assistidos por uma parteira, até a morte de Yvette romper a família e corroer o amor. Em seguida, a presença de Elizabeth, mãe de Martha, amplia o conflito, enquanto culpa, processo, traição e colapso psicológico empurram a protagonista para um estado espectral. A metáfora da maçã conduz a recomposição e sustenta o desfecho épico.