Andando, chegaremos ao melhor de nós mesmos
Olha, se eu pudesse eu caminhava para sempre. Caminhar, sabe? Caminhar mesmo, para além das figuras de linguagem. Caminhar de fato. Andar, um pé depois do outro, num chão de pedra sob o sol, sob a lua, na chuva, no vento, até o fim do mundo. Até não haver mais tempo, mais fôlego. Até não haver mais para onde ir. Andar em frente, sempre, olhar adiante e para o alto mas mirar também, aqui e ali, um lado e outro do caminho, buscando boas lembranças à espera de quem as colha com os olhos e as acolha nos bolsos, como frutas maduras para descascar depois.





