Amar nos faz profundos. Odiar nos torna rasos

Amar nos faz profundos. Odiar nos torna rasos

Desistam, sabotadores. Larguem o osso, entreguem o jogo, deixem de coisa. Retrógrados de mau caráter, canalhas, prepotentes, autoritários, pernósticos de toda sorte, desuni-vos! Não há o que fazer. Resignem-se! No mundo há muito mais pessoas boas que cretinos. Melhor é trocarem logo de lado. Para cada existência sórdida odiando além da conta, aborrecendo pelos cantos, malquerendo a vida, um batalhão de almas amorosas afia bons sentimentos e os dispara por aí.

Quem tem alma de pássaro não se aquieta em terra firme

Quem tem alma de pássaro não se aquieta em terra firme

Sou um ser livre. Nasci assim. Minha mãe sempre dizia que eu não gostava de usar sapatos, nem de prender os cabelos, e que era um sacrifício me vestir porque as roupas me apertavam. Gostava de tomar banho de chuva, de sentir o vento no rosto, e tinha a pertinente ideia de mudar de ideia amiúde. Moral da história: Continuo assim. Sou desprendida por natureza e gaiola nenhuma me segura por muito tempo.

Os personagens mais mal-humorados da história da literatura

Os personagens mais mal-humorados da história da literatura

Pedimos aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook que apontassem, entre personagens literários conhecidos, quais eram os mais mal-humorados da história da literatura universal. Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, em comum entre eles apenas o mau-humor crônico. De Holden Caulfield, criação de J. D. Salinger em “O Apanhador no Campo de Centeio” — o mais citado —, até o Deus vingativo do Velho Testamento bíblico. Abaixo, a lista baseada no número de citações e uma pequena amostra do humor colérico dos personagens selecionados.

Humor é subversão. O resto é gracinha

Humor é subversão. O resto é gracinha

Nós usamos a expressão “Indústria dos Quadrinhos”, mas nunca, jamais, “Indústria da Literatura”. Bem feito pra literatura. E bem feito pra todos os escritores que sofrem pela humanidade com o coração sangrando e o bolso vazio. Indústria pressupõe a existência de cliente, consumo, produção e, consequentemente, dinheiro. Mas nas HQs, como nos livros, quem fatura é o editor, claro.

Quem ama de verdade não vive de mentira!

Quem ama de verdade não vive de mentira!

Nessas coisas de amor, você há de concordar comigo que quantidade e qualidade nunca se deram lá muito bem. Aliás, é bem certo que tudo aquilo que é demais cansa. Não sei você, mas eu não aguento essa história de que o amor “só é bom se for muito e transbordar e isso e aquilo!” Não é possível! Será influência da tecnologia? A gente compra um celular com a tela enorme, logo exige um amor maior que seja páreo para o gigantismo da nossa sanha de posse. Ou tanto se orgulha do computador com a maior memória do mundo que obriga a criatura humana ao nosso lado a fazer upgrades impossíveis em suas qualidades amorosas. Aonde é que isso vai dar?

Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com o meu trator

Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com o meu trator

Não se dizia outra coisa em Shitland: o prefeito surtou. Sob seu ponto de vista e dos baba-ovos, ele fazia uma gestão supimpa, histórica, revolucionária, a melhor de toda a vida. Nem a sua mãe concordava. A velhota ficou nervosa quando o pimpolho — por medidas de contenção de gastos e também porque não gostava da poesia de Manuel Bandeira — ordenou a demissão sumária de milhares de vagalumes nos postes de luz, deixando a cidade às escuras, numa clara retaliação aos namorados.