Sequência de um dos maiores sucessos do cinema nos últimos 15 anos, com Mark Ruffalo e Jesse Eisenberg, no Prime Video Divulgação / Lionsgate

Sequência de um dos maiores sucessos do cinema nos últimos 15 anos, com Mark Ruffalo e Jesse Eisenberg, no Prime Video

“Truque de Mestre: O 3º Ato” marca o retorno dos Quatro Cavaleiros com uma ambição clara: provar que o truque ainda funciona quando o palco ficou maior e o risco, mais concreto. J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg) surge outra vez como o cérebro inquieto do grupo, sempre um passo à frente e dois à beira do erro. Merritt McKinney (Woody Harrelson) continua sendo o elo mais imprevisível, usando humor e provocação como ferramenta real de sobrevivência.

A filha de Ridley Scott dirigiu um filme na HBO Max que dá vontade de olhar por cima do ombro Divulgação / Scott Free Productions

A filha de Ridley Scott dirigiu um filme na HBO Max que dá vontade de olhar por cima do ombro

Em “A Seita”, o apocalipse chega devagar. Enquanto isso, a diretora Jordan Scott esmera-se em averiguar os tantos mecanismos que agem sobre nossa combalida humanidade, sempre atrás de qualquer coisa que lhe confira sentido. O futuro é cercado de promessas enganosas, personificadas na difícil relação de um pai e uma filha, ainda mais desgastada quando um evento infeliz do passado concorre para um infortúnio de agora. Honrando o sobrenome, a filha caçula de Ridley Scott tira boas cenas de um roteiro banal. E tudo flui.

Paris sangra por 18 meses: a caçada de 2 milhões no Prime Video que não dá trégua Divulgação / California Home Vídeo

Paris sangra por 18 meses: a caçada de 2 milhões no Prime Video que não dá trégua

Durante quase 18 meses, um grupo de assaltantes deixa 9 mortos e leva quase 2 milhões de euros, e a chefia transforma a captura em regra de promoção. A partir dessa decisão, dois auxiliares diretos entram na mesma corrida, com unidades diferentes e rivalidade antiga. A direção de Olivier Marchal mantém o foco na rotina de comando, na cobrança por resultado e no choque entre BRI e BRB, sem recorrer a explicações longas. Para quem acompanha, o custo está em sustentar atenção por longos trechos, seguir siglas e hierarquias e voltar ao caso principal sempre que a prioridade muda.

Um faroeste sem deserto — e com mais culpa do que pólvora (na Netflix) Divulgação / SPWA

Um faroeste sem deserto — e com mais culpa do que pólvora (na Netflix)

Entre falésias de Donegal e a violência dos anos 1970, “Na Terra de Santos e Pecadores” acompanha Finbar Murphy, matador cansado que tenta aposentar-se sem escapar do IRA. Robert Lorenz conduz a história com mão de produtor acostumado a Clint Eastwood, aposta em Liam Neeson e deixa o passado voltar em 1974 com um atentado que muda a caça. O texto aponta a frustração com a promessa religiosa do título, mas registra como o elenco e os detalhes de cena seguram o espectador até a conclusão.

Netflix: um porão, muitas versões e uma verdade que ninguém quer dizer em voz alta Divulgação / Netflix

Netflix: um porão, muitas versões e uma verdade que ninguém quer dizer em voz alta

A história acompanha uma escola para meninas em uma cidade sudita quando um incêndio misterioso no porão interrompe um dia escolar comum e empurra alunas e professoras para deslocamento sem orientação clara. A pergunta circula desde cedo, se foi acidente ou algo intencional, e o público precisa acompanhar essa dúvida enquanto a confusão ocupa corredores, salas e portas. A direção é de Khaled Fahed, com Alshaima’a Tayeb, Khairia Abu Laban e Adwa Fahad no elenco. No meio do desastre, a narrativa coloca as condições de vida das mulheres no país no mesmo espaço da crise, sem aliviar o trabalho de atenção de quem assiste.