Um amor improvável, uma virada dolorosa e química imediata: o romance na Netflix que vira favorito de quem assiste Divulgação / 20th Century Fox

Um amor improvável, uma virada dolorosa e química imediata: o romance na Netflix que vira favorito de quem assiste

A crítica vê em “Amor e Outras Drogas” mais do que um clichê romântico: uma alegoria sobre maturidade afetiva sob pressão. O texto acompanha Jamie Randall, representante farmacêutico ambicioso, e Maggie Murdock, recém-diagnosticada com Parkinson, em um vínculo que avança entre investidas, conflitos e obstáculos familiares. Edward Zwick localiza a trama no fim dos anos 1990, com a chegada do Viagra e a lógica de vendas em hospitais, enquanto as atuações de Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal alternam leveza e aflição.

Seria Richard Wagner o avô do Heavy Metal?

Seria Richard Wagner o avô do Heavy Metal?

No princípio era o blues rural dos afro-americanos, basicamente um ritmo vocal ritmado para acompanhar o pesado trabalho nas lavouras de algodão do sul dos EUA. Quando esse blues rural passou a ser acompanhado por uma instrumentação urbana, incluindo a guitarra elétrica, deram-lhe o nome de Rhythm and Blues. E foi o R&B que, em algum momento da década de 1950, rompeu os limites dos guetos negros das grandes cidades dos Estados Unidos e tomou de assalto os corações e mentes da juventude branca do país.

Cate Blanchett e Keanu Reeves estrelam suspense sobrenatural de Sam Raimi no Prime Video Divulgação / Alphaville Films

Cate Blanchett e Keanu Reeves estrelam suspense sobrenatural de Sam Raimi no Prime Video

Em “O Dom da Premonição”, Sam Raimi troca o espetáculo pelo silêncio incômodo e coloca no centro Annie Wilson, vivida por Cate Blanchett, uma viúva que cria três filhos e paga as contas fazendo leituras psíquicas na própria sala de estar. Annie não é tratada como guru nem como charlatã caricata; ela é uma mulher cansada, prática, que cobra pouco, escuta muito e tenta manter a dignidade num ambiente que oscila entre a fé conveniente e o moralismo feroz.

Hamnet, a bruxa e o mundo moderno

Hamnet, a bruxa e o mundo moderno

O desafio de leitura se torna complexo quando se trata da ficção histórica, esse híbrido que tensiona a imaginação e o registro baseado em seres, pessoas e coisas que existiram. Um exemplo da relação entre ficção e História é o filme “Hamnet — a Vida Antes de Hamlet” (2025), de Chloé Zhao, que recorta um momento da vida de ninguém menos do que William Shakespeare. Trata-se de um terreno delicado desde o início, pelo questionamento recorrente sobre a própria existência.

Renée Zellweger e Greg Kinnear em história de fé e redenção na Netflix Dale Robinette / Paramount Pictures

Renée Zellweger e Greg Kinnear em história de fé e redenção na Netflix

Quando a doença impõe um prazo real à vida, certas escolhas deixam de ser discurso bonito e viram urgência dentro de casa. “Somos Todos Iguais”, dirigido por Michael Carney, parte dessa pressão concreta para contar a história de Deborah Hall (Renée Zellweger), uma mulher profundamente religiosa que, ao enfrentar um câncer agressivo, decide que precisa salvar mais do que a própria saúde: ela quer resgatar o casamento com Ron Hall (Greg Kinnear) e, no processo, transformar a maneira como o marido enxerga o mundo.