Autor: Paulo Fernandes

Quando o cinema e o rock foram influenciados pelo Bolero de Ravel

Quando o cinema e o rock foram influenciados pelo Bolero de Ravel

Com sua construção hipnótica, baseada na repetição e no crescendo orquestral, o “Bolero”, de Maurice Ravel, ultrapassou os limites da música erudita e marcou presença também no cinema e no rock. De cenas emblemáticas em filmes como “Mulher Nota 10” e “Retratos da Vida” a canções influenciadas por seu ritmo e sua progressão intensa, a obra se consolidou como uma das composições mais reconhecíveis, duradouras e fascinantes da história da música ocidental no século 20.

Seria Richard Wagner o avô do Heavy Metal?

Seria Richard Wagner o avô do Heavy Metal?

No princípio era o blues rural dos afro-americanos, basicamente um ritmo vocal ritmado para acompanhar o pesado trabalho nas lavouras de algodão do sul dos EUA. Quando esse blues rural passou a ser acompanhado por uma instrumentação urbana, incluindo a guitarra elétrica, deram-lhe o nome de Rhythm and Blues. E foi o R&B que, em algum momento da década de 1950, rompeu os limites dos guetos negros das grandes cidades dos Estados Unidos e tomou de assalto os corações e mentes da juventude branca do país.

Beatles e Bauhaus: a história sombria por trás de Mr. Moonlight e a canção inspirada na morte de John Lennon

Beatles e Bauhaus: a história sombria por trás de Mr. Moonlight e a canção inspirada na morte de John Lennon

Entre o R&B de Roy Lee Johnson e o rock gótico do Bauhaus, uma mesma lua ilumina histórias diferentes. Os Beatles levaram “Mr. moonlight” aos palcos em 1962 e a registraram em “Beatles for Sale”, em 1964, com órgão Hammond e a entrada à capela de Lennon. Anos depois, a morte do cantor ecoou em “Who killed Mr. moonlight”, de “Burning from the Inside”. Este texto aproxima as duas faixas e explica o imaginário gótico e mostra por que incomoda.

Clube da Esquina: veja o filme e escute o disco

Clube da Esquina: veja o filme e escute o disco

Num domingo qualquer, mas não a qualquer hora. Era a hora da macarronada na casa da família Borges, em Belo Horizonte. Ponto de encontro de parentes e amigos, poetas e músicos, a casa estava cheia de gente. Salomão, o sexto dos onze filhos do casal Borges, batucava o piano da sala, quando seu irmão Márcio se interessou pelo que Lô tocava e perguntou o que era. Lô respondeu que estava pensando no que diria aos Beatles se acaso encontrasse com eles ou pudesse lhes mandar uma carta. O letrista Márcio logo pensou em alguns versos e chamou o amigo e escritor Fernando Brant para ajudar na letra.

O Pink Floyd e eu em Pompeia

O Pink Floyd e eu em Pompeia

Algumas experiências nos acompanham pela vida, atravessam décadas e se tornam lembranças essenciais. Certos momentos são tão marcantes que parecem eternamente gravados na memória afetiva, impulsionados por detalhes aparentemente banais, como o primeiro contato com uma tecnologia nova ou a descoberta casual de algo que se revela extraordinário. São eventos capazes de transformar uma simples decisão cotidiana em um marco pessoal, abrindo portas para paixões inesperadas e até incontroláveis. Às vezes, tudo que basta é uma fita VHS alugada numa tarde qualquer para mudar completamente a nossa história pessoal.