Autor: Giancarlo Galdino

O “date movie” mais proibido da Netflix: você vai rir, travar e pensar “meu Deus” Divulgação / Neon

O “date movie” mais proibido da Netflix: você vai rir, travar e pensar “meu Deus”

O texto lê “Amores Canibais” como uma distopia que volta e meia reaparece no cinema para falar de sobrevivência e solidão. Ana Lily Amirpour arma um Texas de areia e antropofagia e acompanha Arlen, figura de desespero e fé, numa trajetória marcada por desconforto, repulsa e tédio. A análise ressalta a entrada de Miami Man como peça que justifica o amor do título, com Jason Momoa descrito como “surpreendentemente intenso”, e destaca a trilha de Andrea von Foerster, que ressuscita clássicos pop.

O suspense da Netflix que cresce cena a cena até virar um nó na garganta Divulgação / IKH Pictures Production

O suspense da Netflix que cresce cena a cena até virar um nó na garganta

O texto parte de uma reflexão ampla sobre amor e entrega para chegar a “Delírio” (2022), de Marta Minorowicz, retratado como crônica do desgaste de um casamento com elementos de fino suspense. Em Gdynia, no inverno, a diretora abre com uma sequência que destaca o cinza e o aspecto fantasmagórico da escola onde Hanna leciona, enquanto lida com o sumiço da filha Karolina. A análise aponta a heroína que ganha audácia e a escalada do suspense, com peso também para Janina, a coordenadora da escola.

Um thriller brutal na Netflix que prende do primeiro minuto e não sai da cabeça Divulgação / Netflix

Um thriller brutal na Netflix que prende do primeiro minuto e não sai da cabeça

O texto examina “Noite no Paraíso” (2020) como a síntese do cinema de Park Hoon-jung: violência em excesso, caos e honra usados para expor a alma dos personagens. Entre guerra de facções pelo tráfico de armas e a vingança de Park Tae-goo, a narrativa troca a sofisticação por um peso de heavy metal. No meio do sangue, surge um anti-romance e um vínculo platônico com Kim Jae-yeon, que conduz a pergunta mais lírica: antes morrer que matar.

No Prime Video: Timothée Chalamet no amor mais sombrio do cinema recente Yannis Drakoulidis / Metro Goldw

No Prime Video: Timothée Chalamet no amor mais sombrio do cinema recente

Luca Guadagnino conseguiu a façanha de tornar-se queridinho da indústria, da crítica e, claro, do público — com todo o mérito. Corajoso, o diretor tem se notabilizado por abordar temas espinhosos sem vitimismo e com muita classe, como se vê mais uma vez em “Até os Ossos”, um show de estranha beleza no qual discorre acerca da força da solidão sobre o amor, que não floresce num mundo onde a selvageria é a única regra.

Por que essa biografia “cult” voltou a bombar no Prime Video? Divulgação / Amazon Studios

Por que essa biografia “cult” voltou a bombar no Prime Video?

Para Louis William Wain (1860-1939), gatos têm uma energia própria, e isso não é metáfora metafísica. Segundo Wain, o pelo dos felinos teria o condão de gerar eletricidade estática, aproveitada de tal maneira que foram tornando-se capazes de inventar uma linguagem só sua para falar conosco. Devaneios assim compõem “A Vida Eletrizante de Louis Wain”, um filme lindo — e doido demais.