Autor: Giancarlo Galdino

Adrian Brody em modo Travis Bickle: a Netflix tem um personagem que não sabe viver sem guerra Divulgação / IFC Films

Adrian Brody em modo Travis Bickle: a Netflix tem um personagem que não sabe viver sem guerra

“Passado Violento” acompanha um homem que tenta viver do modo mais singelo, mas volta a ser assombrado por traumas e rancores até cair de novo no mesmo calabouço. Dirigido por Paul Solet, o longa é também um projeto afetivo de Adrian Brody, que assume múltiplas funções e dá vida a Clean, lixeiro de Utica, em noites frias e escuras. O passado permanece enigmático, e a busca por respostas desemboca num segundo ato de confronto com o gângster Michael, em nome de Dianda.

Robert Pattinson em dois registros opostos: a HBO Max tem a atuação mais inquieta do último ano Divulgação / Warner Bros.

Robert Pattinson em dois registros opostos: a HBO Max tem a atuação mais inquieta do último ano

Bong Joon-ho, já consagrado por “Parasita”, retoma a veia de distopia social e aproxima “Mickey 17” de “Expresso do Amanhã” e “Okja”. Em Niflheim, ultrarricos financiam a colonização enquanto pobres viram material descartável, vivendo e morrendo conforme o talante dos colonizadores. A narrativa acompanha Mickey Barnes, sua cópia Mickey 18 e o romance com Nasha, até expor o desprezo do bilionário Kenneth Marshall. Entre camadas de reflexão e linguagem visual, o filme aposta na contundência.

Um dos filmes mais angustiantes e brutais do cinema argentino está no Prime Video Divulgação / Tiger House

Um dos filmes mais angustiantes e brutais do cinema argentino está no Prime Video

Ao seguir Hermógenes Saldívar, rebatizado como Santiago, o texto observa como ambição e miséria se chocam num açougue que vende carne adulterada e impõe servidão cotidiana. A narrativa conecta liberalismo, mercado e o expediente da fraude a um retrato de regionalismo, racismo, corrupção e um direito que, na prática, amplia o fosso social. Entre humilhações, trabalho degradante e violência, o filme de Sebastián Schindel alterna flashbacks e tribunal, até um desfecho melancólico.

Prime Video tem uma “comédia romântica” com Dakota Johnson para quem já não acredita mais no amor Divulgação / Neon

Prime Video tem uma “comédia romântica” com Dakota Johnson para quem já não acredita mais no amor

Dakota Johnson vem merecendo o epíteto de “a mocinha mais cativante de Hollywood”. Seu desempenho em “Amores Materialistas” (2025), o filme pipoca-cabeça dirigido por Celine Song, ou “Papai” (2023), drama experimental (e surpreendente) levado à tela por Christy Hall, ratificam a proposição, e “Amores à Parte” também certifica essa temporada de sucessos plurais, escolhidos a dedo, mas que deixam a reconfortante sensação de um acaso despretensioso.

Tarantino chamou de “o melhor faroeste em 100 anos” — e a HBO Max tem a versão definitiva do diretor Divulgação / Warner Bros.

Tarantino chamou de “o melhor faroeste em 100 anos” — e a HBO Max tem a versão definitiva do diretor

O filme de 1969 observa a fronteira sem muralhas e, mesmo sem grandes novidades, confirma o vigor de Sam Peckinpah ao conduzir reviravoltas e caos de uma terra sem lei. Um plano-sequência com crianças e um escorpião anuncia o desconforto e a barbárie, enquanto a história transforma o dinheiro em instrumento de escravidão e desperta simpatia pelos vilões. No centro, Pike Bishop planeja vender armas ao general Mapache, e William Holden sustenta a ambiguidade que marca o faroeste.