Autor: Giancarlo Galdino

Netflix tem o filme que mistura Jane Austen e zumbis — e o resultado é mais divertido do que parece Divulgação / Screen Gems

Netflix tem o filme que mistura Jane Austen e zumbis — e o resultado é mais divertido do que parece

Entre a bobagem completa e a ousadia inteligente, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” se diverte ao chacoalhar convenções do cinema de época. Burr Steers preserva intrigas, vaidades e casamentos da aristocracia, mas injeta uma epidemia de mortos-vivos que muda o tom sem destruir a base de Jane Austen. O filme avança como moeda de duas faces: romance e combate, etiqueta e lama, humor e horror. No centro, Lily James sustenta Lizzie com carisma e energia.

A história inesquecível da Netflix que tem 99% de avaliações positivas da crítica, mas continua desconhecida Divulgação / Netflix

A história inesquecível da Netflix que tem 99% de avaliações positivas da crítica, mas continua desconhecida

Em “Diga Quem Sou Eu”, Ed Perkins conduz uma investigação íntima sobre Alex e Marcus Lewis, gêmeos marcados por um acidente e por segredos devastadores. A narrativa salta de 1982 a 1995 e chega a 2019, construindo tensão com imagens noir de chuva e penumbra. Lembra “Três Estranhos Idênticos”, mas vai além ao tratar o trauma com delicadeza e rigor. O resultado é um documentário duro, porém humano, sobre memória, culpa e perdão que permanece com o espectador muito depois.

Um dos filmes mais caros já feitos pela Netflix tem George Clooney no elenco (e pode ter passado batido) Divulgação / Netflix

Um dos filmes mais caros já feitos pela Netflix tem George Clooney no elenco (e pode ter passado batido)

Grandioso na aparência, “O Céu da Meia-Noite” aposta no essencial: vínculos humanos, escolhas tardias e a ideia de recomeço. Dirigido e estrelado por George Clooney, o filme alterna a solidão no Ártico com a tensão de uma missão espacial que tenta voltar para uma Terra condenada. Entre ecos de “2001 — Uma Odisseia no Espaço”, “Gravidade” e “Interestelar”, o longa encontra identidade própria ao equilibrar aventura, melancolia e um toque de mistério, sem perder a ternura inesperada.

Deliciosamente encantador: o filme da Netflix que abraça a alma, cura o dia e acalma o coração Alamar Cinena 161 / Netflix

Deliciosamente encantador: o filme da Netflix que abraça a alma, cura o dia e acalma o coração

O cinema espanhol mantém regularidade rara, e “Viver Duas Vezes” confirma isso ao unir drama e comédia com delicadeza. María Ripoll acompanha Emilio, professor aposentado que percebe sinais de um Alzheimer ainda inicial e tenta preservar sua autonomia. Entre lembranças da juventude, um almoço de domingo cheio de pequenas tensões e o afeto inquieto da neta, a história ganha estrada e humor. A busca por Margarita, o primeiro amor, vira pretexto para falar de tempo, família e escolhas com ternura.

Mães Paralelas na Netflix: por que o drama de Almodóvar com Penélope Cruz desconcerta e comove Divulgação / Sony Pictures

Mães Paralelas na Netflix: por que o drama de Almodóvar com Penélope Cruz desconcerta e comove

Em “Mães Paralelas”, Pedro Almodóvar troca o delírio habitual por um naturalismo mais austero, sem perder cor e sensibilidade. A força do filme vem do encontro entre Janis, fotógrafa vivida por Penélope Cruz, e Ana, jovem mãe interpretada por Milena Smit, cujas vidas se cruzam no hospital e seguem entrelaçadas. O roteiro avança por reviravoltas, dilemas éticos e abandono familiar, enquanto evoca feridas da Espanha pós-Guerra Civil. Resultado: melodrama preciso, lírico e desconcertante. E Penélope domina a cena como musa.