Autor: Ademir Luiz

Bula de Livro: O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco

Bula de Livro: O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco

Em “O Pêndulo de Foucault”, Umberto Eco chegou ao ápice de sua principal habilidade literária, a criação de personagens carismáticos. O trio de editores que protagonizam a trama, Belbo, Diotallevi e Casaubon, parecem que vivem, respiram e fazem barulho quando andam, de tão reais e densos psicologicamente. O espantosamente erudito e excêntrico Agliè, ainda que tenha algo cartunesco de vilão de 007, merece destaque na galeria de melhores antagonistas das últimas décadas.

Bula de Livro: O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Bula de Livro: O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Meninas e meninos, eu li, “O Nome da Rosa”, do italiano Umberto Eco. Um dos conceitos definidores do mundo contemporâneos mais difíceis de serem compreendidos é a noção de pós-moderno. Para os interessados em decifrá-lo, costumo recomendar a leitura do romance “O Nome da Rosa”. Trata-se, sobretudo, de um livro sobre livros, de um livro sobre as leituras realizadas ao longo da vida por seu autor.

36 microcontos de carnaval

36 microcontos de carnaval

As já célebres oficinas de escrita criativa da União Brasileira de Escritores, que contou com a participação de alguns dos maiores autores brasileiros, gerou um grupo de WhatsApp que se transformou em um verdadeiro fórum de debate cultural. A Revista Bula, percebendo o nível dos debates travados no grupo tem desafiado seus participantes na difícil arte de produzir microcontos. Desta vez com o tema Carnaval. Como diria o carnavalesco Joãozinho 30, “missão dada é missão cumprida”.

Bula de Livro: A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery

Bula de Livro: A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery

Meninas e meninos, eu li: “A Elegância do Ouriço”, de Muriel Barbery. Chegou com muitas recomendações, mas se revelou um livro hipócrita e complacente. Fez muito sucesso na época do lançamento. Consigo entender os motivos. É um daqueles best-sellers sazonais que se vendem como sendo socialmente engajados e filosoficamente sofisticados, estilo “O Pintassilgo”, “A Cabana” ou “Quando Nietzsche Chorou”. Por esse ponto de vista, é até bem-sucedido. Entrega para o público-alvo o que ele espera.

Pelé foi o maior gênio de todos os tempos em qualquer área

Pelé foi o maior gênio de todos os tempos em qualquer área

O Rei Pelé, falecido hoje aos 82 anos, foi o maior gênio de todos os tempos. Não há discussão. Sei o que está pensando, que sou um fanático por futebol, que só penso em futebol, que acho que o futebol é o centro da vida, do universo e tudo mais. Nada mais falso. Trata-se de uma constatação puramente lógica, científica e até mesmo matemática. Trata-se de uma disputa por pontos.