Ficção científica na Netflix mistura política e suspense e te prende do primeiro ao último minuto Divulgação / LD Entertainment

Ficção científica na Netflix mistura política e suspense e te prende do primeiro ao último minuto

“Estação Espacial Internacional” poderia ser apenas mais um suspense claustrofóbico em cenário fechado, mas demonstra competência justamente na forma direta com que transforma política global em conflito íntimo. A premissa é simples e eficiente: enquanto a Terra mergulha em uma crise geopolítica, astronautas americanos e russos recebem ordens incompatíveis para assumir o controle da estação.

Proibido para cardíacos: suspense com Idris Elba na Netflix vai fazer seu coração pular para fora do peito Quantrell Colbert / Screen Gems Productions

Proibido para cardíacos: suspense com Idris Elba na Netflix vai fazer seu coração pular para fora do peito

“O Intruso” é daqueles suspenses que funcionam menos pelo que exibem e mais pelo desconforto que instalam desde o primeiro minuto. A ameaça não chega anunciada, nem acompanhada de grandes efeitos, mas se infiltra a partir de uma decisão banal: abrir a porta para alguém que parece precisar de ajuda. A partir daí, o filme transforma um espaço doméstico comum em terreno instável, onde cada escolha pesa mais do que deveria e o erro custa caro.

Suspense na Netflix te cola no sofá e só te solta no último segundo Barry Wetcher / Summit Entertainment

Suspense na Netflix te cola no sofá e só te solta no último segundo

O texto lê “Truque de Mestre” (2013), de Louis Leterrier, como a abertura de uma trilogia em que a magia é elemento indispensável e método narrativo. Um grupo de criminosos surge como agente de transformações que flertam com justiça social, ainda que o mundo ao redor se esfacele em ruína moral. A análise destaca a apresentação dos quatro, o respiro cômico que empurra o filme ao suspense, o duelo de Morgan Freeman e Michael Caine em Las Vegas e a dupla investigativa de Mark Ruffalo e Mélanie Laurent.

Santo remédio pro mau humor: comédia romântica da Netflix melhora o fim de semana na hora Divulgação / Netflix

Santo remédio pro mau humor: comédia romântica da Netflix melhora o fim de semana na hora

Em “Na Sua Casa ou na Minha?”, Aline Brosh McKenna tenta escapar da comédia romântica automática com diálogos mordazes e momentos de farsa, mas tropeça em soluções superficiais. O texto aponta um prólogo cansativo, reforçado por cards nostálgicos, antes de a narrativa saltar de 2003 para hoje, dividida entre Manhattan e Los Angeles. Ashton Kutcher vive um advogado influente; Reese Witherspoon, uma inspetora escolar. A amizade requentada, as subtramas e um desfecho à moda “Amor sem Escalas” fecham o percurso.