Prime Video trouxe um filme que parece terapia… só que conduzida por alguém que te odeia Divulgação / Universal Pictures

Prime Video trouxe um filme que parece terapia… só que conduzida por alguém que te odeia

Entre Toscana e o norte gelado da Inglaterra, “Não Fale o Mal” arma um jogo de aparências em que o desconforto cresce devagar e explode sem piedade. A crítica destaca como James Watkins intensifica as sugestões do original dinamarquês, aproximando o filme de thrillers noventistas e de “A Mão que Balança o Berço”. Com situações sociais agressivas, humor torto e violência latente, o texto aponta um elenco que disputa atenção até o terceiro ato e conclui com uma lição amarga.

Reese Witherspoon na Netflix é o remédio certo pra um dia de energia baixa Divulgação / Rede Globo

Reese Witherspoon na Netflix é o remédio certo pra um dia de energia baixa

Dirigido por Andy Tennant e lançado em 2002, “Doce Lar” dura 109 minutos e segue o conforto do gênero, sem promessa de surpresa. A história coloca uma designer instalada em Nova York diante de uma volta ao interior do Alabama para resolver um divórcio e liberar um novo casamento. Entre viagem, encontros que se repetem e conversas que não encerram, o filme alonga a tarefa e cobra energia da protagonista. Quando a trama desacelera e deixa a atriz reagir com corpo e silêncio, a sessão fica mais firme.

Sequência de um dos maiores sucessos do cinema nos últimos 15 anos, com Mark Ruffalo e Jesse Eisenberg, no Prime Video Divulgação / Lionsgate

Sequência de um dos maiores sucessos do cinema nos últimos 15 anos, com Mark Ruffalo e Jesse Eisenberg, no Prime Video

“Truque de Mestre: O 3º Ato” marca o retorno dos Quatro Cavaleiros com uma ambição clara: provar que o truque ainda funciona quando o palco ficou maior e o risco, mais concreto. J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg) surge outra vez como o cérebro inquieto do grupo, sempre um passo à frente e dois à beira do erro. Merritt McKinney (Woody Harrelson) continua sendo o elo mais imprevisível, usando humor e provocação como ferramenta real de sobrevivência.

A filha de Ridley Scott dirigiu um filme na HBO Max que dá vontade de olhar por cima do ombro Divulgação / Scott Free Productions

A filha de Ridley Scott dirigiu um filme na HBO Max que dá vontade de olhar por cima do ombro

Em “A Seita”, o apocalipse chega devagar. Enquanto isso, a diretora Jordan Scott esmera-se em averiguar os tantos mecanismos que agem sobre nossa combalida humanidade, sempre atrás de qualquer coisa que lhe confira sentido. O futuro é cercado de promessas enganosas, personificadas na difícil relação de um pai e uma filha, ainda mais desgastada quando um evento infeliz do passado concorre para um infortúnio de agora. Honrando o sobrenome, a filha caçula de Ridley Scott tira boas cenas de um roteiro banal. E tudo flui.