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Netflix tem um romance baseado em D. H. Lawrence que é bonito, incômodo e impossível de ignorar Seamus Ryan / Netflix

Netflix tem um romance baseado em D. H. Lawrence que é bonito, incômodo e impossível de ignorar

Entre a Inglaterra conservadora do pós-Primeira Guerra e a herdade sombria de Wragby, o ensaio acompanha Constance Reid, presa a Clifford, e sua aproximação de Oliver Mellors. A adaptação de Laure de Clermont-Tonnerre, a partir de D. H. Lawrence, é lida como romance e como reflexão sobre o ódio que sufoca em silêncio. O texto destaca a atuação de Emma Corrin, o contrapeso de Jack O’Connell, a fotografia de Benoît Delhomme e o desfecho melancólico e solar de “O Amante de Lady Chatterley”.

Filme que projetou Daniel Craig para o mundo é uma joia perdida dos gângsters e está na Netflix Divulgação / Sony Pictures Classic

Filme que projetou Daniel Craig para o mundo é uma joia perdida dos gângsters e está na Netflix

Em “Nem Tudo É o Que Parece”, dirigido por Matthew Vaughn e estrelado por Daniel Craig, Sienna Miller e Michael Gambon, um traficante experiente decide abandonar o negócio enquanto aceita cumprir duas últimas tarefas conflitantes. A ideia de aposentadoria parece racional, quase burocrática, mas o simples fato de continuar atendendo ligações já o mantém preso ao sistema que ele tenta deixar. Cada passo dado para sair cria uma nova obrigação, aumentando o risco imediato.

Baseado em best-seller do New York Times com 2 milhões de cópias vendidas, romance chega à Netflix e é número 1 mundial de audiência Divulgação / Netflix Studios

Baseado em best-seller do New York Times com 2 milhões de cópias vendidas, romance chega à Netflix e é número 1 mundial de audiência

Nova comédia romântica da Netflix, “De Férias Com Você” é baseada no best-seller de Emily Henry, que também atua como produtora do filme e participou ativamente das decisões de roteiro, elenco e da transposição da obra literária para a tela. O enredo brinca deliberadamente com a temporalidade: os personagens nunca estão em estados permanentes, mas sempre transitórios, seja nos lugares que habitam, nos relacionamentos que constroem ou nos empregos que ocupam.

95 minutos que parecem infinitos: o filme da Netflix que te perturba sem te dar alívio Jessica Kourkounis / Netflix

95 minutos que parecem infinitos: o filme da Netflix que te perturba sem te dar alívio

Da maternidade como experiência irracional e do choque entre amor e autonomia dos filhos, o ensaio chega a uma história de desaparecimento e inépcia policial. A crítica acompanha Liz Garbus ao trocar a não-ficção pela ficção em “Lost Girls: Os Crimes de Long Island”, destacando a tarimba documental, o roteiro de Michael Werwie e o elenco liderado por Amy Ryan. O texto descreve Mari Gilbert, a busca por Shannan e o confronto com autoridades, até a descoberta de corpos e um subtexto emocional que culmina nos segundos finais.

A sensação é de estar dentro de uma peça: Beckett como referência e 108 minutos de pressão psicológica na Netflix Divulgação / Yannis Drakoulidis

A sensação é de estar dentro de uma peça: Beckett como referência e 108 minutos de pressão psicológica na Netflix

A partir da inadequação do homem diante do mundo e da busca por autoconhecimento, o ensaio descreve como o medo do futuro pode virar paranoia e alimentar enredos de exílio e impotência. Essa chave conduz a leitura de “Beckett”, conectando o filme ao dramaturgo Samuel Beckett e ao teatro do absurdo, com menção direta a “Esperando Godot”. O texto comenta a homenagem no roteiro, a dupla Beckett e April, e a caçada na Grécia, destacando o incômodo com a violência contra um forasteiro negro.