Netflix

Hannah Arendt e a banalidade do mal: o duelo silencioso que a Netflix esconde no catálogo Divulgação / MGM

Hannah Arendt e a banalidade do mal: o duelo silencioso que a Netflix esconde no catálogo

“Operação Final” parte das ideias de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal e acompanha a caçada a Adolf Eichmann após sua fuga para a Argentina. Peter Zvi Malkin lidera a operação, enfrenta um plano incerto e carrega flashbacks que atravessam a missão. O filme também inclui um trecho em um cinema que exibe “Imitação da Vida”, ligando racismo e perseguição a um presente ainda contaminado. Com Eichmann mantido em endereço secreto, a trama se concentra no impasse burocrático e na recusa em assinar um documento.

A história real na Netflix que parece meme… até ficar sinistra: divide o público — e viraliza Divulgação / Netflix

A história real na Netflix que parece meme… até ficar sinistra: divide o público — e viraliza

“A Mulher mais Odiada dos Estados Unidos” acompanha Madalyn Murray O’Hair, militante antirreligiosa que transforma indignação escolar em cruzada judicial contra preces e menções a Deus. A cinebiografia de Tommy O’Haver destaca o carisma e os defeitos da ativista, além do faro para negócios que alimenta doações para a American Atheists e remessas a paraísos fiscais. O tom farsesco ganha força após o rapto de 1995 e a reação da polícia, até o desfecho que expõe a barbárie.

O filme de sobrevivência baseado em uma história real que marcou uma geração está de saída da Netflix Divulgação / Paramount Vantage

O filme de sobrevivência baseado em uma história real que marcou uma geração está de saída da Netflix

O texto parte da pergunta sobre por que certos gênios buscam a solidão para apresentar Christopher Johnson McCandless, que abandona conforto, família e destino previsível em nome de liberdade. A trajetória, registrada em “Na Natureza Selvagem” e ligada ao livro-reportagem de Jon Krakauer, passa por doações, rupturas e uma estrada marcada por risco real. Sean Penn dá atenção também aos que ficam, como Walt e Billie, e aos encontros que moldam Alexander Supertramp até a chegada ao limite.

Um amor improvável, uma virada dolorosa e química imediata: o romance na Netflix que vira favorito de quem assiste Divulgação / 20th Century Fox

Um amor improvável, uma virada dolorosa e química imediata: o romance na Netflix que vira favorito de quem assiste

A crítica vê em “Amor e Outras Drogas” mais do que um clichê romântico: uma alegoria sobre maturidade afetiva sob pressão. O texto acompanha Jamie Randall, representante farmacêutico ambicioso, e Maggie Murdock, recém-diagnosticada com Parkinson, em um vínculo que avança entre investidas, conflitos e obstáculos familiares. Edward Zwick localiza a trama no fim dos anos 1990, com a chegada do Viagra e a lógica de vendas em hospitais, enquanto as atuações de Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal alternam leveza e aflição.

Renée Zellweger e Greg Kinnear em história de fé e redenção na Netflix Dale Robinette / Paramount Pictures

Renée Zellweger e Greg Kinnear em história de fé e redenção na Netflix

Quando a doença impõe um prazo real à vida, certas escolhas deixam de ser discurso bonito e viram urgência dentro de casa. “Somos Todos Iguais”, dirigido por Michael Carney, parte dessa pressão concreta para contar a história de Deborah Hall (Renée Zellweger), uma mulher profundamente religiosa que, ao enfrentar um câncer agressivo, decide que precisa salvar mais do que a própria saúde: ela quer resgatar o casamento com Ron Hall (Greg Kinnear) e, no processo, transformar a maneira como o marido enxerga o mundo.