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A obra-prima genial de Alex Garland, na Netflix, que diz mais sobre nosso mundo de hoje do que gostaríamos de admitir Divulgação / A24

A obra-prima genial de Alex Garland, na Netflix, que diz mais sobre nosso mundo de hoje do que gostaríamos de admitir

“Guerra Civil” (2024), dirigido por Alex Garland, acompanha um grupo de jornalistas que atravessa os Estados Unidos em colapso enquanto uma guerra interna avança sem explicações didáticas. A história segue Lee (Kirsten Dunst), fotógrafa veterana que já viu violência demais para romantizar o ofício; Joel (Wagner Moura), repórter impulsivo, falante e constantemente à beira do erro; Jessie (Cailee Spaeny), jovem fotógrafa que entra na estrada movida mais por urgência do que por preparo; e Sammy (Stephen McKinley Henderson), jornalista experiente que entende que sobreviver também é parte do trabalho.

Acabou de estrear na Netflix e está criando um hábito estranho: todo mundo pausa na mesma hora Divulgação / Universal Pictures

Acabou de estrear na Netflix e está criando um hábito estranho: todo mundo pausa na mesma hora

Há um prazer meio culpado em ver um filme que começa como serviço de bandidagem e, minuto a minuto, cobra cada escolha com respiração curta, músculos tensos e decisões tomadas no escuro. “Abigail” parte de um combinado simples — vigiar uma criança numa mansão afastada — e vira uma sequência de idas e voltas que consome luz, sinal, paciência e confiança. Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett usam humor seco para mostrar como a pose de “profissional” dura pouco quando a casa impõe silêncio, portas fechadas e uma travessia que parece sempre maior do que deveria.

Se você gosta de ação leve e inteligente, este filme com Sandra Bullock e Cate Blanchett na Netflix é certeiro Divulgação / Warner Bros.

Se você gosta de ação leve e inteligente, este filme com Sandra Bullock e Cate Blanchett na Netflix é certeiro

“Oito Mulheres e um Segredo” nasce de um assalto chamativo, mas a diversão está na parte burocrática do golpe. Debbie não quer “um grande plano” no vazio; ela quer o plano encaixado em horário, credencial, porta certa e conversa que não pode falhar. Gary Ross conduz a trama como uma sequência de tarefas de rua, pegar informação, testar acesso, insistir em ligação, medir tempo de elevador, atravessar a cidade para confirmar um detalhe que pode morrer na recepção. A comédia vem do contraste entre o brilho do Met Gala e o serviço que acontece fora da foto, espera em corredor, improviso no celular e energia gasta para seguir parecendo casual.

Você assistiria a um vídeo que te dá só 7 dias? Este suspense está na Netflix Divulgação / DreamWorks Distribution

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“O Chamado” pega uma premissa simples e transforma em rotina de plantão. Assistir, investigar, correr atrás, voltar tarde, refazer ligação, bater em porta errada. Gore Verbinski empurra uma repórter para um caso que não cabe na pauta do dia e, mesmo assim, exige deslocamento e insistência. O terror aqui não depende de virada explicada nem de arremate contado passo a passo. Ele aparece quando a protagonista entende que cada tentativa de puxar um fio traz mais gente para convencer, mais endereço para checar e menos tempo para respirar antes do prazo dela fechar.