Netflix

Adrian Brody em modo Travis Bickle: a Netflix tem um personagem que não sabe viver sem guerra Divulgação / IFC Films

Adrian Brody em modo Travis Bickle: a Netflix tem um personagem que não sabe viver sem guerra

“Passado Violento” acompanha um homem que tenta viver do modo mais singelo, mas volta a ser assombrado por traumas e rancores até cair de novo no mesmo calabouço. Dirigido por Paul Solet, o longa é também um projeto afetivo de Adrian Brody, que assume múltiplas funções e dá vida a Clean, lixeiro de Utica, em noites frias e escuras. O passado permanece enigmático, e a busca por respostas desemboca num segundo ato de confronto com o gângster Michael, em nome de Dianda.

Conto de fadas macabro: o terror norueguês que transforma a Cinderela em pesadelo corporal e está na Mubi Divulgação / Lava Films

Conto de fadas macabro: o terror norueguês que transforma a Cinderela em pesadelo corporal e está na Mubi

“A Meia-Irmã Feia” parte de uma ideia simples e incômoda: e se a história da Cinderela fosse contada pelo ponto de vista de quem nunca teve chance de ser escolhida? Dirigido por Emilie Blichfeldt, o filme acompanha Elvira, vivida por Lea Myren, uma jovem que cresce à sombra da bela meia-irmã Agnes (Thea Sofie Loch Næss) em um reino onde beleza não é detalhe, é regra, moeda e sentença.

Adam Driver e John David Washington estrelam o ganhador do Oscar de Spike Lee na Netflix Divulgação / Focus Features

Adam Driver e John David Washington estrelam o ganhador do Oscar de Spike Lee na Netflix

“Infiltrado na Klan”, dirigido por Spike Lee, acompanha Ron Stallworth (John David Washington), um jovem policial do Colorado que encontra uma brecha inesperada para investigar um grupo supremacista branco em 1978. Ron consegue contato direto com a Ku Klux Klan, mas não pode aparecer pessoalmente, o que o obriga a dividir sua identidade operacional com outro agente, Flip Zimmerman (Adam Driver), que passa a representá-lo nos encontros presenciais.

Se “Clube da Luta” te pegou pelo incômodo, a Netflix tem um primo mais sujo e debochado Divulgação / Sony Pictures Home Entertainment

Se “Clube da Luta” te pegou pelo incômodo, a Netflix tem um primo mais sujo e debochado

Guy Ritchie arma uma sátira engenhosa sobre gente suja, expedientes abjetos e representantes corrompidos, costurando lutas clandestinas e o afano de uma relíquia. O filme ecoa “Clube da Luta” e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, provoca o politicamente correto e faz do caos de Londres um idioma de desencontros. Mickey O’Neil domina a cena, enquanto Franky Quatro-Dedos arrasta todos para a caça ao diamante. O excesso de personagens pode pesar, mas a anarquia autoral cobra seu preço e vira assinatura.

O roteirista de “Point Break” voltou ao crime urbano — e dá pra sentir esse DNA no filme mais visto da Netflix hoje Divulgação / Screen Media Films

O roteirista de “Point Break” voltou ao crime urbano — e dá pra sentir esse DNA no filme mais visto da Netflix hoje

Cuda começa trabalhando com pressa de quem tem horário marcado, recolhe dinheiro, atravessa portas sem pedir licença e já volta para o carro antes do assunto esfriar. Quando ele cruza uma jovem em fuga e decide tirá-la do alcance da quadrilha, a rotina vira sequência de endereços, corredores e telefonemas curtos, com o risco vindo junto no mesmo pacote. Em casa, a conta aparece em gestos simples, luz acesa, celular largado longe e o controle na mão para voltar alguns segundos quando um nome ou um lugar passa rápido demais.