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Netflix hoje: o último grande blockbuster de Daniel Craig — tensão de ansiedade do início ao fim Divulgação / MGM

Netflix hoje: o último grande blockbuster de Daniel Craig — tensão de ansiedade do início ao fim

Depois de tentar sumir do radar na Jamaica, James Bond é puxado de volta por um pedido da CIA que começa como favor e vira maratona por cientistas desaparecidos e por uma arma biológica. Cary Joji Fukunaga conduz a história com tamanho de superprodução, mas não deixa o protagonista virar estátua. Entre viagens marcadas às pressas, encontros em salas fechadas e decisões tomadas sem tempo para combinar versões, a aventura cobra seu preço em horas de sono e em confiança quebrada. Tudo anda rápido, mas o personagem sempre encontra uma conta para pagar.

Netflix hoje: Daniel Craig e Christoph Waltz deixam James Bond com gosto de veneno e luxo Susie Allnutt / Metro-Goldwyn-Mayer

Netflix hoje: Daniel Craig e Christoph Waltz deixam James Bond com gosto de veneno e luxo

O espião mais famoso da indústria cultural é uma fênix que sempre volta mais forte e com alguma carta na manga do terno de grife, mérito de diretores como Sam Mendes e filmes a exemplo de “007 Contra Spectre”, uma aula sobre o poder do cinema. O roteiro de Jez Butterworth, John Logan, Neal Purvis e Robert Wade remodela o personagem, sem desviar-se de todo das histórias criadas por Ian Fleming (1908-1964) nos anos 1950.

Acabou de chegar na Netflix: o 007 mais elegante, sombrio e humano de Sean Connery Divulgação / Warner Bros.

Acabou de chegar na Netflix: o 007 mais elegante, sombrio e humano de Sean Connery

Elegância viril, ironia afiada e um físico naturalmente musculoso eram o verniz de um personagem complexo, nascido com propósitos para além da indústria cultural. Boa parte disso está presente em “Nunca Mais Outra Vez”, um “007” meio obscuro, quiçá envergonhado, mas pleno de camadas. No 14º longa da série, Irvin Kershner (1923-2010) aposta todas as fichas no poder de sedução de Sean Connery (1930-2020), o maior predicado de um momento não muito feliz de James Bond.

Humor seco e claustrofobia social: comédia dramática na Mubi vai fazer você se sentir com uma dinamite acesa na mão prestes a explodir Divulgação / Irving Harvey

Humor seco e claustrofobia social: comédia dramática na Mubi vai fazer você se sentir com uma dinamite acesa na mão prestes a explodir

Há quem diga que quanto menor o orçamento de um filme, melhor tende a ser o resultado final nas telas. Isso porque, enquanto as superproduções hollywoodianas arrasa-quarteirões frequentemente apostam em personagens rasos, roteiros previsíveis e um excesso de efeitos especiais em detrimento de uma narrativa verdadeiramente inteligente, o cinema independente costuma provar que bons filmes nascem, sobretudo, de ideias fortes, atuações precisas e temas bem explorados.

Finalista brasileiro na disputa ao Oscar 2026, ficção científica com Rodrigo Santoro chega à Netflix Divulgação / Vitrine Filmes

Finalista brasileiro na disputa ao Oscar 2026, ficção científica com Rodrigo Santoro chega à Netflix

“O Último Azul” é daqueles filmes que começam com uma regra injusta e passam o resto do tempo observando o que uma pessoa comum faz quando decide não obedecer. Dirigido por Gabriel Mascaro, o longa acompanha Tereza (Denise Weinberg), uma mulher de 77 anos que recebe a ordem oficial para deixar sua casa e se mudar para uma colônia destinada a idosos, criada pelo governo como parte de um plano de reorganização social.