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A sequência de um dos maiores filmes de Steven Spielberg está na Netflix — e quase ninguém notou Divulgação / Universal Pictures

A sequência de um dos maiores filmes de Steven Spielberg está na Netflix — e quase ninguém notou

Em “Jurassic World — O Mundo dos Dinossauros”, Colin Trevorrow herda a grife de 1993 e troca a surpresa do impossível pela lógica do entretenimento industrial. Entre ecos de “E.T. O Extraterrestre”, “A. I. — Inteligência Artificial” e “A Guerra dos Mundos”, o filme observa como o público se acostuma ao extraordinário e exige novidades cada vez mais perigosas. Dois irmãos chegam a Nublar e encontram um parque high-tech à beira do colapso, onde marketing e ciência flertam com catástrofe.

Com Cillian Murphy, drama histórico no Prime Video revela passado doloroso e pouco conhecido da Irlanda Divulgação / Big Things Films

Com Cillian Murphy, drama histórico no Prime Video revela passado doloroso e pouco conhecido da Irlanda

O chamariz deste filme não está na denúncia direta nem na exposição gráfica da violência. Ele se constrói a partir de uma recusa deliberada ao excesso. O enredo avança com contenção, exigindo atenção contínua do espectador, que precisa interpretar gestos, silêncios e repetições. Nada é explicado de forma didática.

O filme que todo mundo deveria assistir no primeiro dia do ano (e ele está na HBO Max) Divulgação / Warner Bros

O filme que todo mundo deveria assistir no primeiro dia do ano (e ele está na HBO Max)

Em “Amarcord”, Federico Fellini escolhe a infância como território de fantasia: memória que se inventa, se omite, se enfeita. O filme passeia por Rimini nos anos 1930 e faz da vida cotidiana um desfile de caricaturas afetuosas, desejo adolescente, família ruidosa e rituais públicos grandiloquentes. Entre realidade e delírio, o diretor alterna cenas minuciosas e devaneios surrealistas, deixando a noite e o sépia tomarem conta conforme a inocência se desfaz. Resultado: lirismo puro e persistente.

Um dos filmes de ação mais marcantes dos últimos 3 anos está na Netflix (e não é o que você imagina) Divulgação / Focus Feature

Um dos filmes de ação mais marcantes dos últimos 3 anos está na Netflix (e não é o que você imagina)

Em “O Homem do Norte”, Robert Eggers reconstitui uma lenda escandinava que ecoa “Hamlet”, sem suavizar a brutalidade do mundo viking. A abertura convoca as nornas e Odin para anunciar um destino sem volta, enquanto a violência vira personagem permanente. Entre a fotografia macabra de Jarin Blaschke e a música de Robin Carolan e Sebastian Gainsborough, o filme alterna transe e realismo. Alexander Skarsgård sustenta a mortificação de Amleth, e Anya Taylor-Joy amplia o fôlego mítico até o duelo derradeiro.