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Dez minutos fora do lugar e a mente entra em colapso — Ryan Reynolds em um filme na HBO Max que te prende pelo desconforto Divulgação / Warner Bros.

Dez minutos fora do lugar e a mente entra em colapso — Ryan Reynolds em um filme na HBO Max que te prende pelo desconforto

“A Teoria do Caos” parte de um truque doméstico e acompanha o estrago prático que ele espalha por um dia inteiro. Frank Allen vive de vender ordem, mas, quando o tempo dele é mexido sem aviso, cada tarefa vira uma remarcação e cada encontro ganha cara de atraso. Dirigido por Marcos Siega e escrito por Daniel Taplitz, o longa de 2008 usa filas, deslocamentos e compromissos atravessados para tirar o protagonista do pedestal de palestrante e colocá-lo no asfalto, no corredor e no telefone, tentando costurar o que já desandou.

Você dá play nesse filme na HBO Max “só pra relaxar”… aí o “cara de Breaking Bad” rouba tudo — e você termina rindo em modo pânico Hopper Stone / Warner Bros. Entertainment

Você dá play nesse filme na HBO Max “só pra relaxar”… aí o “cara de Breaking Bad” rouba tudo — e você termina rindo em modo pânico

Max e Annie têm um hobby que parece inofensivo, juntar amigos, abrir uma caixa de jogo e competir com educação. Só que eles levam a disputa como se valesse troféu, e essa fome de vitória ganha combustível quando surge uma proposta diferente, um crime de brincadeira, uma “investigação” com prêmio, um roteiro pronto para tirar todo mundo do sofá. A troca soa simples até a primeira situação que não estava no combinado, e o grupo descobre que improviso cobra em deslocamento, em constrangimento, em energia e em minutos que somem sem trazer resposta. “A Noite do Jogo” segura o riso junto do risco e não deixa ninguém descansar.

Você abre o Prime Video por Jackie Chan… e cai num thriller gelado de paranoia com Pierce Brosnan Divulgação / Diamond Films

Você abre o Prime Video por Jackie Chan… e cai num thriller gelado de paranoia com Pierce Brosnan

Depois de um ataque ligado a um grupo irlandês, Quan vê a vida desmontar em poucos minutos e encontra portas fechadas quando procura respostas pelas vias oficiais. Sem paciência para o labirinto de balcões, formulários e promessas vagas, ele passa a encostar sua dor em quem tem acesso a nomes e bastidores, mesmo que isso signifique atravessar a cidade repetidas vezes, voltar para casa de mãos vazias e repetir a mesma pergunta até ficar sem voz. Dirigido por Martin Campbell, “O Estrangeiro” troca bravata por insistência e acompanha o preço cobrado em cada tentativa, no corpo e no relógio.

O filme mais bonito que você queria não ter visto — e não dá pra “desassistir” (no MUBI) Divulgação / MUBI

O filme mais bonito que você queria não ter visto — e não dá pra “desassistir” (no MUBI)

No Chile de 1901, três homens recebem armas, cavalo e uma ordem curta, abrir caminho para as cercas de um grande proprietário. Na trilha, a tarefa vira escolha atrás de escolha, por onde passar, quando parar, quanto água dá para poupar, com quem falar e com quem evitar contato. Cada decisão mexe no ritmo do grupo e cobra em tempo de viagem, sono picado e energia jogada fora em trechos errados. Em “Os Colonos”, Felipe Gálvez Haberle encosta a câmera na poeira, na fome e na distância para desmontar o heroísmo de fachada e lembrar que a ocupação começa como trabalho e termina como violência executada em turnos.

Thriller de espionagem elegante e inteligente com Sean Connery e Kim Basinger na Netflix Divulgação / Producers Sales Organization (PSO)

Thriller de espionagem elegante e inteligente com Sean Connery e Kim Basinger na Netflix

Em “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), James Bond reaparece vivido novamente por Sean Connery, agora mais velho, mais irônico e claramente consciente do próprio peso dentro da franquia. A missão é direta: recuperar bombas nucleares roubadas pela Spectre antes que o tempo acabe. O problema é que o inimigo joga com dinheiro, charme e atraso, enquanto Bond precisa agir sob pressão constante, sabendo que qualquer erro tem custo imediato.