Carta aberta aos canalhas
Aquela história de se julgarem a cereja do bolo, a última Coca-Cola do deserto, a bala de prata do tambor, e coisa e tal, tudo isso é balela. Não subestimem tanto assim o restante do planeta. Podem acreditar: quando revirarem as suas tripas durante uma autópsia — enquanto comentam os peitos novos da papiloscopista ou os resultados da última rodada da Champions League de futebol — não vai dar pra saber que seres humanos incríveis vocês eram, se amavam demais, se odiavam de menos, se tratavam a solidão da maneira mais delicada possível.




