A história real que vai aquecer seu coração e deixar sua semana mais leve, no Prime Video Divulgação / Elite Filmes

A história real que vai aquecer seu coração e deixar sua semana mais leve, no Prime Video

“Paz e Chocolate” é um carrossel de metáforas sobre o amargor da guerra frente à implacável necessidade de adaptar-se a uma vida nova, argumento indigesto que o diretor Jonathan Keijser sabe construir com leveza admirável. Tocante, a história real de uma família que só quer um lugar onde possa ter direito ao que qualquer um merece oscila do melodrama para sequências mais cruas, e todas deixam um gosto agridoce de esperança e desilusão com os rumos que a humanidade toma.

5 filmes politizados na Netflix para ficar um pouco mais inteligente depois de ver

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O cinema politizado cumpre um papel essencial: transformar a arte em um espaço de debate, questionamento e memória. Hoje em dia, a velocidade da informação muitas vezes banaliza acontecimentos históricos ou minimiza injustiças sociais, mas esses filmes surgem como lembretes e instrumentos de reflexão. Eles não apenas contam histórias, mas expõem estruturas de poder, dilemas éticos e escolhas que moldaram sociedades inteiras.

Comovente e encantador: o filme mais bonito que você verá nesta semana na Netflix Divulgação / Twentieth Century Fox

Comovente e encantador: o filme mais bonito que você verá nesta semana na Netflix

Histórias guiadas por escolhas revelam caráter. Em narrativas de esportes, o placar raramente resolve tudo, porque fora da pista se decidem compromissos afetivos, lealdades e prioridades. O cinema já usou animais como narradores para reduzir distância emocional entre público e protagonista, mas esse recurso só funciona quando altera o foco e a informação disponível. Aqui, a narração desloca o ponto de vista, imprime ritmo e relaciona estratégia a afeto.

Baseada em livro de Ian McEwan, a história de amor mais visceral do Prime Video Divulgação / Swen Group

Baseada em livro de Ian McEwan, a história de amor mais visceral do Prime Video

A repressão não elimina o instinto, só o disfarça de silêncio e vergonha. Os verdes anos são uma grande escola, onde aprende-se a escamotear e a fazer a barganha dos anseios. Muito já se avançou nessa seara, em especial quando volta-se à Inglaterra da década de 1960, cenário de “Na Praia de Chesil”. Dominic Cooke transporta quem assiste a uma espécie de dimensão paralela, rica em detalhes e não é para menos. O roteiro de Ian McEwan a partir de “Na Praia” (2007), romance também escrito pelo britânico, não deixa pedra sobre pedra.

Aos 47 anos, o tumor interrompeu a vida. Mas a canção se recusou a morrer. Ela já havia virado lenda

Aos 47 anos, o tumor interrompeu a vida. Mas a canção se recusou a morrer. Ela já havia virado lenda

Do apartamento em Copacabana ao palco vigiado de “Opinião”, do cinema de Goiânia ao estúdio dos meses finais, Nara Leão transformou delicadeza em critério. Deu nome inteiro a compositores esquecidos, escolheu sílabas com precisão, sustentou pausas como quem guarda uma promessa. Entre 1964 e 1989, atravessou censura, exílio afetivo, reabertura política e doença, deixando um método simples: ouvir antes de cantar. A sua voz, baixa e firme, ainda ensina atenção; o legado aparece nas contracapas, nas fichas técnicas e nas escutas domésticas.