Filme subestimado de Christoph Waltz é um pequeno diamante escondido no Prime Video Divulgação / Paris Filmes

Filme subestimado de Christoph Waltz é um pequeno diamante escondido no Prime Video

Viola Herms Drath (1920-2011), uma jornalista alemã radicada em Washington, foi um dos raríssimos expoentes da alta burguesia americana a não ser sagaz o bastante para farejar o perigo e pedir ajuda, achando melhor, pelo contrário, agasalhar a fera em seu seio. Em “Georgetown”, Drath, escritora e conselheira de figuras públicas incluindo o ex-presidente George H. W. Bush (1924-2018), vira Elsa Breht, porém tudo o mais corresponde à realidade no ousado filme de Christoph Waltz.

5 thrillers imperdíveis no Prime Video Mary Cybulski / Fox Searchlight Pictures

5 thrillers imperdíveis no Prime Video

Thrillers são fascinantes. Tramas complexas, atmosferas sombrias e tensão psicológica: tudo em um único pacote. A Revista Bula encontrou no Prime Video alguns títulos que são exemplos perfeitos dessa força narrativa, cheia de conspirações políticas ou realidades alternativas que desafiam a lógica. Filmes que prendem pelo suspense, mas também nos fazem pensar na vida, na verdade, na ambição e nos limites da condição humana.

Choque filosófico: filme da Netflix mergulha no niilismo de Nietzsche e arrasta o espectador para dentro da história Divulgação / Anchor Bay Films

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Refilmagem de um título polêmico dos anos 1970, o longa acompanha uma escritora que se isola para trabalhar e vê a rotina ruir após um ataque que reorganiza a narrativa em dois movimentos: agressão e resposta. Sem catequese moral, a história aposta na causalidade, na função do espaço e na precisão do gesto. A autoridade local compromete a proteção e amplia o risco.

4 filmes para quem gosta de amor e filosofia na HBO Max Antes do Amanhecer

4 filmes para quem gosta de amor e filosofia na HBO Max

Quem pensa que romance é o gênero mais superficial do cinema está profundamente enganado. Algumas narrativas são capazes de explorar algo muito além do afeto: o tempo, a identidade, a comunicação e a busca por conexão em um mundo cada vez mais fragmentado. Essas obras deixam o publico com sentimentos ambíguos e sensações duradouras. Elas tratam de explorar diferentes formas de decifrar o significado do amor.

O Pantanal como dicionário. A poesia que mudou a língua. Mas o Brasil só o reconheceu quando seus cabelos já eram brancos

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Entre cheias e vazantes, Manoel de Barros escolheu a margem: fez da atenção um ofício, do mínimo um abrigo. Enquanto o Brasil trocava bonde por rodovia, rádio por televisão, regimes por promessas, ele afinou a língua no chão, devolvendo nomes limpos às coisas. O poema dele cabe num bolso e abre respiro em tela acesa. O Pantanal, pressionado, encontra na página um refúgio. Ler Manoel é aprender a baixar o volume e lembrar que a delicadeza também pode sustentar um país.