Autoficção virou desculpa para não criar enredo

Autoficção virou desculpa para não criar enredo

Notas biográficas coloridas por passagens do mais puro devaneio, ingênuo, às vezes pueril, mas também de viperina mordacidade, têm atraído os olhares de leitores chegados a inconfidências recheadas de picardia.Escritores franceses contemporâneos alçaram lugar de destaque narrando episódios romanceados, felizes e desditosos, de sua infância e juventude, encontrando um campo de trabalho bastante fértil. Mas é preciso retomar o valor do enredo como instrumento de sentido e beleza.

7 livros que não mudam a sua vida, mas ajudam a suportá-la

7 livros que não mudam a sua vida, mas ajudam a suportá-la

Você não vai sair iluminado, curado ou com a conta bancária mais gorda depois de ler os livros desta lista. Eles não prometem transcendência, propósito definitivo ou a fórmula infalível da autorrealização, o que, francamente, já os coloca num patamar de honestidade superior à maioria dos coaches quânticos. Aqui, o sofrimento é legítimo, a dor tem cheiro de vida real e, no fim, você fecha o livro com uma sensação esquisita: algo doeu, mas aliviou.

5 cidades perfeitas pra sumir do mapa sem sair do Brasil

5 cidades perfeitas pra sumir do mapa sem sair do Brasil

Há lugares onde o tempo escorre devagar, onde o celular perde o sinal e a ansiedade perde o sentido. Refúgios onde ninguém cobra produtividade e o horizonte é mais largo que qualquer plano de carreira. Escapar — ainda que por uns dias — pode não ser fuga, mas retorno. Voltar a si exige silêncio, barro nos pés, vento na cara. Nem toda ausência é abandono: às vezes, é cura. E há cidades brasileiras feitas exatamente para isso. Lugares que não exigem passaporte, mas pedem coragem para desacelerar. Aqui, o sumiço é liberdade.

5 livros para ler no fundo do poço — e cavar mais um pouco

5 livros para ler no fundo do poço — e cavar mais um pouco

Há dias em que a vida nos dá um tapa tão bem dado que nem o algoritmo do streaming sabe mais o que sugerir. É quando você está de moletom há três dias, tomando café frio, fitando o nada como se o nada fosse um projeto de vida. E é nesse glorioso limbo que surge a dúvida fundamental: será que dá pra ir mais fundo? A resposta é sim, e vem encadernada. Afinal, quem disse que a literatura serve só pra curar? Alguns livros, com talento ímpar, não apenas cutucam a ferida.

5 livros que, se fossem pessoas, seriam processados — e deveriam vir com o telefone de um terapeuta no final

5 livros que, se fossem pessoas, seriam processados — e deveriam vir com o telefone de um terapeuta no final

Existem livros que não se leem impunemente. Eles invadem por frestas, arrombam silêncios, deformam o modo como respiramos. São obras que, se fossem pessoas, talvez enfrentassem processos — por danos emocionais, abuso narrativo, crueldade estética. No entanto, há algo de sublime no desconforto que provocam. Ler essas vozes extremas é também aceitar perder parte de si no processo. Uma rendição lúcida. Uma dor que purga. Abaixo, cinco desses volumes que mereciam, ao fim, um número de emergência e talvez… um abraço.