Autor: Helena Oliveira

10 livros brasileiros recentes que ninguém quer admitir que abandonou na metade

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Vamos encarar os fatos: abandonar um livro é uma arte tão silenciosa quanto um peido no elevador. A gente finge que nada aconteceu, mantém a coluna ereta e continua falando sobre a “força da escrita” com aquela cara de quem chegou ao epílogo com lágrimas nos olhos, e não parou em 23% no Kindle. Todo mundo tem aquele título que jurou amar, só não teve tempo ainda de terminar, há quatro anos. Não importa se foi por cansaço, confusão, narração experimental ou pura e simples distração (a geladeira piscou, né?), o importante é manter a pose.

7 livros que toda pessoa precisa ler antes dos 50

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Existem livros que chegam no momento certo e livros que só se compreendem plenamente após a vida já nos ter atravessado um pouco. Alguns precisam do passar dos anos para que suas palavras assentem e façam sentido. O que fica dessas leituras, na verdade, não é apenas o que dizem, mas o silêncio que provocam dentro de nós, redefinindo nossa relação com o tempo e a memória. Ler é reencontrar uma versão nossa ainda desconhecida, porém possível, desde que tenhamos coragem de permitir que essas leituras nos transformem.

7 livros para serem lidos, relidos e repassados

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Alguns livros são como aquele parente que aparece no almoço de domingo e nunca mais sai da cabeça: você até tenta esquecê-los, mas lá estão eles, espreitando nos seus pensamentos enquanto você lava a louça ou finge prestar atenção em uma reunião. Não estamos falando de leituras “boazinhas” ou “bonitinhas”, mas daquelas que têm o poder de deslocar o seu eixo existencial com a mesma sutileza de um caminhão desgovernado

5 livros que vão continuar vivos na sua cabeça daqui a 50 anos

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Alguns livros não terminam quando a leitura acaba. Eles permanecem, não como lembranças conscientes, mas como um som de fundo que nos acompanha. Estão lá, vinte, trinta, cinquenta anos depois — vivos em frases que voltam do nada, em sensações sem nome, em cenas que ecoam como se fossem nossas. O tempo não apaga certos textos. Ele os confirma. E quando nos perguntamos por que ainda pensamos neles, a resposta não vem. Só vem a certeza: ficaram. E isso — talvez — seja a forma mais profunda de permanência.

Para quem leu “A Insustentável Leveza…” e nunca mais foi o mesmo: 7 livros para despencar com estilo

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Há quem diga que depois de Milan Kundera o mundo ficou dividido entre os que continuam vivendo normalmente e os que, vez ou outra, param diante da máquina de lavar com olhar vazio, imaginando o sentido da existência enquanto o sabão gira. Para esses últimos, bem-vindos ao clube, é possível que o romance tenha aberto uma fenda na realidade. Nada de muito prático foi perdido, exceto o sossego, a leveza de espírito e aquela doce alienação que permitia rir de piadas em churrascos de família.