Autor: Giancarlo Galdino

Novo suspense da Netflix estreou hoje e mostra como desejo e perigo podem dividir a mesma cama Julia Terjung / Netflix

Novo suspense da Netflix estreou hoje e mostra como desejo e perigo podem dividir a mesma cama

De repente, duas pessoas se encontram e a atração é tão avassaladora que não dá para resistir. Embora curtos, alguns romances eternizam-se na lembrança, tão turbulentos quanto inesquecíveis. “Quero Você” evoca no público a imagem de um romance tórrido, que amalgama tensão e sensualidade. Sherry Hormann aposta na ambivalência, e urde uma narrativa em que a luxúria e o pânico frequentam os mesmos lençóis, dualismo reforçado por uma paisagem edênica.

As 4 maiores histórias de amor do cinema em todos os tempos Divulgação / Paramount Pictures

As 4 maiores histórias de amor do cinema em todos os tempos

Desde sua invenção no final do século 19, o cinema tem sido um reflexo dos sentimentos do homem, de suas aspirações e dos dilemas que é obrigado a enfrentar. Nas décadas seguintes, os filmes tomaram a natureza de um espaço de análise sobre o quão complexas as relações humanas podem ser, além de um terreno fértil para inovações tecnológicas. A lista da vez abarca quatro títulos que elevam o amor a uma condição igualmente nobre, de uma quimera que só sai da bruma dos devaneios para os muitos afortunados. Habilidade que o cinema tem de sobra.

Os 10 faroestes mais importantes da história do cinema

Os 10 faroestes mais importantes da história do cinema

O faroeste é um dos gêneros mais apaixonantes do cinema. Durante as décadas de 1930 e 1940, o faroeste foi o gênero mais popular de Hollywood. Nesse período, o faroeste deixou de ser apenas entretenimento e passou a ser uma metáfora do processo de invenção do povo americano, com a conquista do território, o embate contra o “desconhecido” e a luta entre progresso e barbárie, e mesmo com a perda de popularidade, o faroeste nunca desapareceu. A seleção que fizemos mescla os grandes sucessos do faroeste em épocas distintas, trazendo lembranças de um cinema talvez mais bruto, porém decerto muito mais autêntico.

Um dos melhores suspenses do século chegou discretamente à HBO Max — e é provável que você nem saiba Divulgação / Paramount Pictures

Um dos melhores suspenses do século chegou discretamente à HBO Max — e é provável que você nem saiba

É possível dizer que “Zodíaco” constitui um tratado sobre as ideias malditas e a verdade como um bálsamo que alivia, mas nem sempre cura. Adaptado do livro-reportagem de Robert Graysmith, sensação em 1986, o roteiro de James Vanderbilt detalha os assassinatos em série não solucionados do Assassino do Zodíaco, um criminoso que ganhou o noticiário na São Francisco do final dos anos 1960 e início dos 1970, e David Fincher faz desse relato de fascínio pelo horror um enredo amplo o bastante para estender-se a abismos muito mais fundos da alma humana.

Uma das obras-primas de Thomas Pynchon ganha releitura poética e sombria por Paul Thomas Anderson — na HBO Max Divulgação / Warner Bros.

Uma das obras-primas de Thomas Pynchon ganha releitura poética e sombria por Paul Thomas Anderson — na HBO Max

Paul Thomas Anderson parece ter um fascínio qualquer por histórias delirantes, inverossímeis, farsescas, não raro patéticas, que chegam aos olhos e ao coração de muita gente sob a forma de verdades imperscrutáveis até o momento em que tudo começa a desenhar-se de forma bem mais concreta do que se poderia supor. “Vício Inerente”, sua adaptação para o romance homônimo publicado por Thomas Pynchon em 2009, junta uma comédia sobre drogas a um labirinto de mistério, lembrando produções televisivas de meio século atrás.