Autor: Giancarlo Galdino

O melhor filme de ação de janeiro na Netflix: 100 minutos de adrenalina sem pausa Divulgação / Lionsgate

O melhor filme de ação de janeiro na Netflix: 100 minutos de adrenalina sem pausa

Partindo da onipresença do tráfico — um mercado de cerca de 900 bilhões de dólares anuais —, a crítica mostra como “Sicário: Dia do Soldado” transforma a guerra às drogas em thriller militar. Stefano Sollima retoma o universo de “Sicário: Terra de Ninguém”, aproxima tiroteios da fronteira EUA-México e adiciona terrorismo ao roteiro de Taylor Sheridan. No centro, Alejandro caça Carlos Reyes, mas a relação com Isabel desloca o filme para um conto niilista de honra, sustentado por Benicio Del Toro.

O filme mais bonito da Netflix — e o mais difícil de esquecer Divulgação / Charades

O filme mais bonito da Netflix — e o mais difícil de esquecer

A crítica acompanha como a aparente calma de “Aftersun” revela, aos poucos, a melancolia de Calum diante da filha Sophie, em férias modestas na Turquia. Charlotte Wells, que perdeu o pai aos dezesseis, mistura dor e esperança para narrar gente comum com poesia e técnica. Entre hotel, parque aquático e fliperama, Paul Mescal e Frankie Corio alternam ternura e mágoa. A fotografia de Gregory Oke reforça a aura onírica e a memória adulta que insiste em voltar duas décadas no tempo.

O Prime Video acabou de ganhar um filme que funciona como reset emocional (sem açúcar demais) Divulgação / Sony Pictures Classics

O Prime Video acabou de ganhar um filme que funciona como reset emocional (sem açúcar demais)

Autonomia e uma dose de risco é tudo com que sonha Tom Michell, um professor que deixa o sul da Inglaterra rumo à Argentina em meio ao caos político que culmina numa ditadura militar de longos e sanguinários sete anos, pano de fundo de “Lições de Liberdade”. Habilidosamente, o diretor Peter Cattaneo ilumina a figura ambígua do protagonista ao passo que prepara o terreno para incluir um personagem curioso, que enriquece a trama sem obscurecer o principal e dosando humor e drama, análise e leveza.

Um dos melhores filmes da história da Netflix — e ainda assim foi ignorado por crítica e público David Eustace / Netflix

Um dos melhores filmes da história da Netflix — e ainda assim foi ignorado por crítica e público

O texto apresenta “Legítimo Rei” (2018), de David Mackenzie, como épico histórico de precisão visual, com drones, figurino minucioso e batalhas coreografadas com esmero. A análise destaca Chris Pine como Roberto I, o governante que conduz a Escócia contra a monarquia inglesa e empurra o país para instabilidade e amadurecimento. Entre disputas com Edward e ecos de guerrilha, o filme é lido também como crítica às monarquias, reforçada pela presença de Florence Pugh e pelo salto final até Charles III.

Este filme da Netflix é uma armadilha elegante: 114 minutos sem respiro Divulgação / Netflix

Este filme da Netflix é uma armadilha elegante: 114 minutos sem respiro

O texto analisa “O Anjo do Mossad” (2018), de Ariel Vromen, como um filme de espionagem que se alimenta do interesse público por saber onde termina o fato e começa a ficção. A trajetória de Ashraf Marwan, egípcio ligado ao alto poder e associado ao Mossad, é tratada como enigma moral e político, com polêmicas que resistem e impedem certezas. A leitura destaca o trabalho de Marwan Kenzari, a tensão calibrada entre Londres e Cairo e a habilidade do diretor em sugerir hipóteses sem cravar respostas.