Autor: Giancarlo Galdino

O Prime Video acabou de ganhar um filme que funciona como reset emocional (sem açúcar demais) Divulgação / Sony Pictures Classics

O Prime Video acabou de ganhar um filme que funciona como reset emocional (sem açúcar demais)

Autonomia e uma dose de risco é tudo com que sonha Tom Michell, um professor que deixa o sul da Inglaterra rumo à Argentina em meio ao caos político que culmina numa ditadura militar de longos e sanguinários sete anos, pano de fundo de “Lições de Liberdade”. Habilidosamente, o diretor Peter Cattaneo ilumina a figura ambígua do protagonista ao passo que prepara o terreno para incluir um personagem curioso, que enriquece a trama sem obscurecer o principal e dosando humor e drama, análise e leveza.

Um dos melhores filmes da história da Netflix — e ainda assim foi ignorado por crítica e público David Eustace / Netflix

Um dos melhores filmes da história da Netflix — e ainda assim foi ignorado por crítica e público

O texto apresenta “Legítimo Rei” (2018), de David Mackenzie, como épico histórico de precisão visual, com drones, figurino minucioso e batalhas coreografadas com esmero. A análise destaca Chris Pine como Roberto I, o governante que conduz a Escócia contra a monarquia inglesa e empurra o país para instabilidade e amadurecimento. Entre disputas com Edward e ecos de guerrilha, o filme é lido também como crítica às monarquias, reforçada pela presença de Florence Pugh e pelo salto final até Charles III.

Este filme da Netflix é uma armadilha elegante: 114 minutos sem respiro Divulgação / Netflix

Este filme da Netflix é uma armadilha elegante: 114 minutos sem respiro

O texto analisa “O Anjo do Mossad” (2018), de Ariel Vromen, como um filme de espionagem que se alimenta do interesse público por saber onde termina o fato e começa a ficção. A trajetória de Ashraf Marwan, egípcio ligado ao alto poder e associado ao Mossad, é tratada como enigma moral e político, com polêmicas que resistem e impedem certezas. A leitura destaca o trabalho de Marwan Kenzari, a tensão calibrada entre Londres e Cairo e a habilidade do diretor em sugerir hipóteses sem cravar respostas.

Você termina esse filme do Prime Video e fica olhando pra tela sem saber o que sentir Divulgação / A2 Filmes

Você termina esse filme do Prime Video e fica olhando pra tela sem saber o que sentir

A morte está sempre à espreita em “Minha Irmã”, porém o drama das suíças Stéphanie Chuat e Véronique Reymond trata mesmo é de vida, que, sabemos todos, não é sempre bela. O texto, das diretoras, mede bem o grau de pesar e prazer em cada cena, conseguindo que o público se emocione, vá às lágrimas, ria, pense, e tem por pano de fundo uma questão nada romântica, que também faz parte das famílias. Mas não de todas elas.