Autor: Giancarlo Galdino

Um dos melhores sci-fis deste século chegou à Netflix — e Scarlett Johansson está no centro de tudo Divulgação / Paramount Pictures

Um dos melhores sci-fis deste século chegou à Netflix — e Scarlett Johansson está no centro de tudo

O texto analisa como o filme de Rupert Sanders, lançado em 2017, sacode o cinema de ação ao apostar no apuro visual e na computação gráfica. Ao mesmo tempo, discute os limites dessa releitura de um mangá que virou anime e depois longa, além de apontar escolhas que aproximam a história de um heroísmo “à americana”. A trajetória da Major Mira, o papel das Indústrias Hanka e o debate em torno de Scarlett Johansson entram como chaves para entender as tensões do projeto.

Filosófico e violento, um dos filmes mais caros da história do cinema está na Netflix — e talvez você ainda não tenha assistido

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Neste ensaio, o autor defende que nenhuma adaptação literária ao cinema é totalmente fiel, e mostra como isso se intensifica em narrativas religiosas. A partir de “Noé” (2014), de Darren Aronofsky, o texto explora escolhas criativas, discrepâncias em relação às Escrituras e a construção de um protagonista mais complexo do que o senso comum consagrou. Também avalia o elenco — com destaque para Russell Crowe e Jennifer Connelly — e conclui que o filme, denso e ousado, é raro na indústria.

Se você acha que já viu “amor proibido”, o Prime Video tem um filme que vai te desestabilizar Divulgação / Amazon Prime Video

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Um triângulo amoroso labiríntico se desenrola em “Meu Policial”, uma história de amor, mas também covardia, mesquinhez e atraso. O desejo reprimido numa sociedade que criminalizava relações homoafetivas na Grã-Bretanha dos anos 1950 é o alvo do britânico Michael Grandage, e o diretor vai fundo no inconsciente de seus personagens a fim de descobrir por que escolhem viver como vivem, ainda que ressalte a obscuridade cercando tudo.

O filme que o Brasil não viu no cinema agora está no Disney+ — e ele cutuca o poder sem pedir desculpas Divulgação / 20th Century Studios

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Um dos diretores mais prolíficos do cinema, Brooks continua tentando desvendar a alma feminina em “Imperfeitamente Perfeita”, a história de uma mulher sonhadora, quiçá ingênua, às voltas com enroscos familiares ao passo que vive seu apogeu profissional. Sem hesitação e com os diálogos jocosos e inteligentes que caracterizam seu texto, o diretor-roteirista deposita sobre Ella McCay uma vontade de reafirmar sua crença na natureza humana, esboçando ainda comentários acerca dos expedientes repulsivos que se escondem nos círculos do poder.

Se você gosta de finais que te obrigam a reinterpretar cenas, a HBO Max tem um suspense psicológico cirúrgico Divulgação / Quiver Distribution

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Em “Os Malditos”, o inverno fustigante é só uma metáfora para uma subsistência penosa. Confortável com seu filme, o islandês Thordur Palsson rompe uma marcha cansativa — que logo revela-se também assustadora —, junto com personagens amargurados, num sofrimento muito invulgar. O diretor desdobra uma agonia misturada com ressentimento, que vai ficando insuportável numa conjuntura de necessidade, de miséria, de fome. De terror.