Parece “só mais um filme” na Netflix… até o minuto que te derruba de verdade
Em “Remédio Amargo” (2020), Carles Torras desenha Ángel, vivido por Mario Casas, como amante que degringola da devoção para a psicopatia, ecoando “Atração Fatal”. Vanesa, de Déborah François, é rebaixada de pessoa a objeto, enquanto o roteiro arma culpa, infertilidade, indiferença e o interesse por Ricardo como combustível do delírio. Num espaço doméstico anacrônico e claustrofóbico, o suspense vira pânico até um desfecho apocalíptico — e um alerta sobre amores abusivos.







