Autor: Fernando Machado

4 livros que, mesmo em 2025, ainda vendem mais por boca a boca do que por algoritmo

4 livros que, mesmo em 2025, ainda vendem mais por boca a boca do que por algoritmo

Num mundo onde o algoritmo decide o que você ouve, assiste e até deseja comer no almoço, é quase romântico pensar que algumas obras ainda sobrevivem no boca a boca. Enquanto influencers fazem dancinhas para vender thrillers medianos, certos livros resistem bravamente na contramão: circulam em clubes obscuros, são recomendados com o fervor de uma seita e têm capas que não chamariam atenção nem num sebo desorganizado.

O filme que o algoritmo nunca vai te recomendar, mas que você precisa ver Divulgação / Sony Pictures

O filme que o algoritmo nunca vai te recomendar, mas que você precisa ver

Nas frestas mais íntimas da memória coletiva brasileira, há histórias que não se apagam, não porque tenham sido registradas, mas porque foram enterradas vivas. “A Vida Invisível”, dirigido por Karim Aïnouz e baseado no romance de Martha Batalha, não é apenas um filme sobre duas irmãs separadas. É uma carta não enviada, um grito abafado entre paredes que não escutam, uma partitura que jamais chegou a ser executada. No coração do Rio de Janeiro dos anos 1950, entre o tropicalismo exuberante e a brutalidade moral silenciosa, Guida e Eurídice Gusmão representam não só a mulher brasileira silenciada pela família, pelo Estado e pela tradição, mas a humanidade partida em dois, não por tragédias excepcionais, mas por rotinas socialmente sancionadas.

5 histórias que só terminam dias depois, quando você se dá conta do que viu Kirsty Griffin / Netflix

5 histórias que só terminam dias depois, quando você se dá conta do que viu

Alguns filmes são como armadilhas lentas: você assiste, acha que terminou e segue o dia, mas a história fica à espreita. Ela não precisa de grandes reviravoltas ou finais explicados — prefere o efeito atrasado, aquele incômodo discreto que só se revela horas ou dias depois. Quando menos se espera, uma cena esquecida volta, um detalhe mal interpretado se impõe e o filme, enfim, acontece de verdade. É disso que tratam os títulos desta lista: histórias que só terminam muito depois, quando a cabeça finalmente entende o que viu.

7 livros tão bons que as pessoas compram duas vezes só para presentear alguém

7 livros tão bons que as pessoas compram duas vezes só para presentear alguém

Há livros que não se contentam em ser lidos — eles se instalam, contaminam o pensamento, reverberam. Não pedem atenção: exigem. E, talvez por isso, não raro quem os lê sente a urgência de repeti-los, não no tempo da releitura, mas no gesto de dá-los a alguém. Presentear um livro assim é como passar adiante um segredo, uma ferida, uma herança íntima. Esta seleção reúne obras que saíram da estante para dobrar a própria existência: títulos que os leitores compram duas vezes. Uma para si. Outra para o outro.

Os 5 livros brasileiros mais superestimados da última década (não, você não precisa ler)

Os 5 livros brasileiros mais superestimados da última década (não, você não precisa ler)

Nos últimos anos, certos livros ganharam status quase mitológico nas redes sociais, entre recomendações entusiasmadas, prêmios literários e filas em lançamentos que pareciam mais eventos de K-pop. E você, leitor de bom coração, foi lá e comprou. Leu a primeira página, achou meio pretensiosa, mas seguiu firme. Três capítulos depois, estava no Google procurando “resumo com spoilers” só pra não desperdiçar o investimento emocional, e financeiro, feito na livraria.