Falar de amor não é chover no molhado
Num esforço concentrado de desmonte da tristeza, com a destreza de renascer a esperança por dias melhores, por noites melhores, por homens melhores, suscitando uma pausa no desencanto como consequência da chuva branda, suave e ininterrupta que corrompe o silêncio ao gotejar dos beirais das casas sobre latas, lutos e outros objetos deixados no quintal da solitude, a despir os sentidos, a lavar a roupa suja no de-dentro do peito, a levar a sério a premissa de felicidade ainda que tardia, germinando sementes no fofo da terra e candura no coração das pessoas.






