Autor: Amanda Silva

Você vai se apaixonar 10 vezes — e cansar 10 vezes — com esse romance em Berlim, no Prime Video Divulgação / Saban Films

Você vai se apaixonar 10 vezes — e cansar 10 vezes — com esse romance em Berlim, no Prime Video

“Berlim, Eu Te Amo” reúne dez histórias curtas de amor e desencontro pela capital alemã e aposta na variedade sem esconder o preço do formato. A cada troca de episódio, você reaprende quem quer o quê, acompanha uma decisão rápida e paga com o reinício da atenção. Quando o curta engata, ele sai cedo e deixa vontade de ficar mais um minuto naquela conversa. Quando não engata, a sensação é de ter se inclinado para ouvir e ver a cena cortar antes de aquecer. Quem busca um romance único, com continuidade, pode sentir falta de permanência; quem aceita a proposta de coletânea encontra pequenos acertos espalhados, mesmo quando nem todos os episódios sustentam o mesmo peso.

O último filme de M. Night Shyamalan chegou à Netflix — e é o suspense que te deixa sem ar Divulgação / Warner Bros.

O último filme de M. Night Shyamalan chegou à Netflix — e é o suspense que te deixa sem ar

Um pai leva a filha adolescente para ver uma estrela pop, mas a saída do carro até o assento vira um caminho cheio de barreiras, seguranças e policiais demais para um evento comum. Cooper percebe o excesso, muda o trajeto, faz perguntas curtas e tenta parecer só mais um adulto procurando o setor certo. Cada escolha custa alguma coisa bem palpável, minutos em fila, idas e voltas por corredores, energia para sorrir quando dá vontade de correr. O suspense cresce menos por gritos e mais por logística, o tipo de lugar em que uma porta fechada muda o plano e um olhar demorado chama gente demais.

Você dá play nesse filme na HBO Max “só pra relaxar”… aí o “cara de Breaking Bad” rouba tudo — e você termina rindo em modo pânico Hopper Stone / Warner Bros. Entertainment

Você dá play nesse filme na HBO Max “só pra relaxar”… aí o “cara de Breaking Bad” rouba tudo — e você termina rindo em modo pânico

Max e Annie têm um hobby que parece inofensivo, juntar amigos, abrir uma caixa de jogo e competir com educação. Só que eles levam a disputa como se valesse troféu, e essa fome de vitória ganha combustível quando surge uma proposta diferente, um crime de brincadeira, uma “investigação” com prêmio, um roteiro pronto para tirar todo mundo do sofá. A troca soa simples até a primeira situação que não estava no combinado, e o grupo descobre que improviso cobra em deslocamento, em constrangimento, em energia e em minutos que somem sem trazer resposta. “A Noite do Jogo” segura o riso junto do risco e não deixa ninguém descansar.

O filme mais bonito que você queria não ter visto — e não dá pra “desassistir” (no MUBI) Divulgação / MUBI

O filme mais bonito que você queria não ter visto — e não dá pra “desassistir” (no MUBI)

No Chile de 1901, três homens recebem armas, cavalo e uma ordem curta, abrir caminho para as cercas de um grande proprietário. Na trilha, a tarefa vira escolha atrás de escolha, por onde passar, quando parar, quanto água dá para poupar, com quem falar e com quem evitar contato. Cada decisão mexe no ritmo do grupo e cobra em tempo de viagem, sono picado e energia jogada fora em trechos errados. Em “Os Colonos”, Felipe Gálvez Haberle encosta a câmera na poeira, na fome e na distância para desmontar o heroísmo de fachada e lembrar que a ocupação começa como trabalho e termina como violência executada em turnos.

Prime Video: o filme que te prende num banco e te faz esquecer de respirar Divulgação / IFC Films

Prime Video: o filme que te prende num banco e te faz esquecer de respirar

Em “Assalto em Dose Dupla”, Rob Minkoff monta um assalto que desanda antes de tomar forma. Tripp chega ao banco no fim da tarde e, em vez de fila e assinatura, encontra dois grupos tentando roubar o mesmo lugar, um com jeito de profissional e outro com uma dupla fantasiada de palhaço. Quando o sistema trava as portas, todo mundo fica preso entre balcões, caixas eletrônicos e vidro blindado, com tiros, gritos e ordens que se chocam. A comédia nasce quando cada tentativa de organizar o espaço exige atravessar o saguão, calcular abrigo e engolir o impulso de agir no susto.