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130 minutos de emoção extrema: o suspense com Antonio Banderas que é número 1 na Netflix Brasil Divulgação / Millennium Media

130 minutos de emoção extrema: o suspense com Antonio Banderas que é número 1 na Netflix Brasil

Em “O Assassino Perfeito” (2022), o centro da história é Cuda (Antonio Banderas), um veterano da máfia de Miami que já viu violência demais para fingir que não entende o preço de cada ordem que executa. Ele trabalha diretamente para Estelle (Kate Bosworth), a chefe que controla negócios ilegais com frieza administrativa, tratando vidas como itens negociáveis. A rotina muda quando Cuda descobre que a organização está envolvida no tráfico de mulheres e que uma jovem corre perigo imediato. A partir daí, obedecer deixa de ser automático e o risco passa a ser pessoal.

Cuda não é apresentado como herói, nem como justiceiro improvisado. Ele age porque conhece o funcionamento da engrenagem e sabe onde ela machuca mais. Ao decidir ajudar a garota, ele não faz discursos nem anuncia redenção: simplesmente começa a agir fora do combinado. Essa escolha o coloca em rota de colisão direta com Estelle, que reage como alguém acostumada a manter controle absoluto. Cada passo fora da linha reduz o espaço de manobra de Cuda e transforma aliados em possíveis ameaças.

Stray (Mojean Aria), parceiro mais jovem, funciona como elo entre gerações dentro do crime. Ele observa, hesita e acompanha Cuda em ações que exigem improviso constante. A relação entre os dois não é de mentor idealizado, mas de convivência prática: um testa limites, o outro mede consequências. Quando a pressão aumenta, Stray também precisa decidir até onde está disposto a ir, sabendo que a lealdade tem prazo curto nesse ambiente.

Kate Bosworth constrói uma Estelle seca e direta, sem teatralidade. Seu poder não vem de explosões emocionais, mas da certeza de que controla pessoas, rotas e punições. Ela não precisa se explicar, apenas impõe. Isso torna o conflito mais direto: não há espaço para negociação sentimental, apenas para cálculo e sobrevivência. Cada movimento de Cuda é observado, e a resposta nunca vem sem custo.

O filme aposta num thriller funcional, mais interessado em decisões do que em espetáculo exagerado. As cenas de ação existem, mas sempre ligadas a um objetivo claro: entrar em um lugar, ganhar tempo, proteger alguém ou sair vivo. Não há excesso de ornamentação. Quando a violência acontece, ela vem como consequência direta de escolhas mal calculadas ou inevitáveis.

Antonio Banderas sustenta o filme com uma presença contida. Seu Cuda fala pouco, reage mais do que explica e carrega no corpo o desgaste de quem já ultrapassou muitos limites. Ele não busca absolvição, apenas tenta impedir que mais uma linha seja cruzada sob seus olhos. Essa contenção dá ao personagem um peso que o roteiro respeita.

“O Assassino Perfeito” não renova o gênero, mas entende bem suas regras. É um filme sobre até onde alguém consegue ir quando decide parar de fingir que não vê. E, principalmente, sobre o custo imediato de desafiar uma estrutura que não aceita desvios. Tudo acontece rápido, sem floreios, deixando claro que, nesse mundo, cada escolha cobra seu preço na hora.

Filme: O Assassino Perfeito
Diretor: Richard Hughes
Ano: 2022
Gênero: Ação/Crime/Drama/Suspense
Avaliação: 8/10 1 1
★★★★★★★★★★
Fernando Machado

Fernando Machado é jornalista e cinéfilo, com atuação voltada para conteúdo otimizado, Google Discover, SEO técnico e performance editorial. Na Cantuária Sites, integra a frente de projetos que cruzam linguagem de alta qualidade com alcance orgânico real.