Em “2:22 — Encontro Marcado”, dirigido por Paul Currie e estrelado por Michiel Huisman, Teresa Palmer e Sam Reid, a vida profissional e pessoal de Dylan Branson (Huisman), controlador de tráfego aéreo, começa a desandar quando ele percebe que eventos idênticos se repetem todos os dias exatamente às 2h22, empurrando-o a questionar escolhas e assumir riscos imediatos. Um erro quase fatal na torre de controle, provocado por uma distração inexplicável no mesmo horário, leva Dylan a ser afastado do trabalho, retirando-lhe acesso à função que sustentava sua estabilidade e impondo uma suspensão com prazo indefinido.
Rotina sob observação constante
Fora da torre, Dylan passa a vigiar o próprio cotidiano como se estivesse em serviço, anotando mentalmente sons, encontros e incidentes que se alinham às 2h22. Ele aposta em reconhecer o padrão antes que outro erro maior aconteça, mas esbarra na própria reputação em queda e na ausência de provas concretas. Cada tentativa de explicar o que vê resulta em desconfiança alheia, reduzindo sua autoridade diante de colegas e limitando o tempo disponível para investigar algo que só se manifesta por alguns minutos por dia.
Um encontro fora do roteiro
É nesse intervalo instável que Dylan cruza o caminho de Sarah (Teresa Palmer), uma mulher igualmente ligada ao horário recorrente. A aproximação entre os dois nasce rápida, sustentada pela curiosidade e pela sensação de urgência compartilhada, mas encontra resistência imediata em Jonas (Sam Reid), ex-namorado de Sarah. A presença dele impõe barreiras práticas: ambientes vetados, conversas interrompidas e um clima de vigilância que transforma um possível romance em mais uma variável de risco para Dylan.
Investigação sem garantias
Convencido de que o padrão aponta para algo mal resolvido no passado, Dylan tenta reconstruir eventos ligados ao mesmo local e ao mesmo minuto, recorrendo a memórias alheias e a observações repetidas no espaço urbano. O problema é que ninguém além dele vê ameaça onde ele enxerga urgência. Essa resistência cotidiana retarda seu acesso a informações e desgasta sua paciência, encurtando a margem de ação antes da próxima repetição inevitável das 2h22.
Tensão aplicada ao presente
Quando Dylan decide intervir para evitar um acidente que ele acredita estar prestes a acontecer, a escolha desloca o conflito do campo teórico para o físico. Alertar Sarah significa expor-se ao ridículo ou ao descrédito; recuar significa aceitar o risco. Ele não diz, mas o gesto revela que prefere perder confiança a conviver com a culpa, e o resultado imediato é uma relação fragilizada, sustentada apenas por horas de tolerância mútua antes do próximo horário crítico.
Pressão crescente no mesmo lugar
Com os acontecimentos convergindo para um ponto central da cidade, Dylan, Sarah e Jonas acabam reunidos no mesmo espaço onde o padrão parece ganhar forma mais clara. O local oferece acesso visual às repetições, mas também impõe regras e limites, com segurança e circulação controlando o tempo de permanência. A tentativa de transformar observação em prova concreta gera atritos, reduz o espaço de manobra do grupo e coloca todos sob ameaça de retirada forçada.
Tempo curto, recursos frágeis
Dylan passa a registrar tudo o que pode em anotações e imagens no telefone, apostando que esse arquivo improvisado sobreviva ao ceticismo alheio. A estratégia é simples e precária, mas é o único recurso disponível enquanto o relógio avança. Cada interrupção externa encurta ainda mais sua chance de convencer alguém além de si mesmo, deslocando o conflito para uma corrida silenciosa contra o minuto que insiste em voltar.
Ação antes do próximo ciclo
À medida que a estação começa a esvaziar e a autoridade local impõe a saída, Dylan age para preservar os registros que reuniu e manter Sarah por perto, mesmo sem garantias de que o padrão finalmente se quebre. O movimento final não resolve tudo, mas altera a posição dos envolvidos, interrompendo a repetição imediata e empurrando a história para fora daquele espaço, com o relógio ainda marcando perigo e escolha.
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