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Jorge Amado e a volta da narrativa da nação Foto / Bernard Gotfryd

Jorge Amado e a volta da narrativa da nação

A obra de Jorge Amado ocupou ao longo de décadas uma posição curiosa na literatura brasileira. Simultaneamente foi consagrada pelo grande público e tratada com reticência por boa parte da crítica. Os romances conquistaram leitores aqui e em todo o mundo, mas, em muitos círculos intelectuais, eram vistos como folclorizantes, populistas ou datados por conta do viés político. A situação tem mudado sob novas lentes, com reconhecimento de sua importância histórica e o resgate da proposta narrativa. Um projeto literário que, no fundo, sempre enfrentou o desafio de imaginar o Brasil enquanto nação.

Os 4 livros que Drummond dizia que cortavam a alma com delicadeza

Os 4 livros que Drummond dizia que cortavam a alma com delicadeza

Há livros que não mudam o mundo, mas deslocam algo dentro de quem os lê. Carlos Drummond de Andrade, avesso a rankings e simplificações, uma vez apontou quatro obras que, segundo ele, cortavam a alma com delicadeza. Não por ferirem, mas por deixarem a carne exposta de um jeito silencioso. Entre autores franceses, americanos e portugueses, sua escolha não revela só gosto literário, mas uma afinação de sensibilidade que ainda provoca eco. Ler esses títulos hoje é escutar um certo tom de mundo que talvez tenhamos esquecido.

5 novos filmes que estrearam na HBO Max em julho e merecem entrar na sua lista antes do mês acabar Divulgação / Warner Bros.

5 novos filmes que estrearam na HBO Max em julho e merecem entrar na sua lista antes do mês acabar

Julho não terminou — e talvez o mês ainda guarde algo que valha a pena ser visto. A HBO Max recebeu, em silêncio, uma leva de estreias que escapam da lógica das vitrines gritantes e dos algoritmos impacientes. São filmes que se insinuam devagar, que têm coisa a dizer mesmo quando parecem simples. Alguns revisitados, outros inéditos, mas todos com algum tipo de urgência — moral, emocional, histórica. Se você ainda se pergunta o que assistir antes que o calendário vire, talvez a resposta esteja em olhar com mais calma.

Quando a justiça cabia em 96 páginas: a história esquecida dos bolsilivros de faroeste que o Brasil devorou em silêncio

Quando a justiça cabia em 96 páginas: a história esquecida dos bolsilivros de faroeste que o Brasil devorou em silêncio

No Brasil do século 20, cowboys de papel circularam por bancas, padarias e rodoviárias, levando faroestes impressos às mãos de milhões de leitores. Com capas sensacionalistas, enredos velozes e pseudônimos estrangeiros, os bolsilivros formaram um ecossistema editorial que resistiu por décadas. Eram baratos, descartáveis, e, justamente por isso, fundamentais. Este texto traça um retrato histórico e cultural da era dourada dos bolsilivros de faroeste, quando a justiça cabia em 96 páginas e a literatura se escondia sob nomes inventados e capas gritantes.

O filme escondido no Prime Video que vale mais do que metade do catálogo Divulgação / The Weinstein Company

O filme escondido no Prime Video que vale mais do que metade do catálogo

“Fome de Poder”, filme dirigido por John Lee Hancock, mergulha nesse nascimento turbulento e fascinante, revelando não só a gênese do modelo de negócios que mudaria os hábitos alimentares globais, mas também o retrato vívido de um homem obcecado por sucesso. Ray Kroc, interpretado com brilho por Michael Keaton, é mais do que o típico vendedor com ambição: ele é o próprio espírito do chamado “sonho americano”, um espírito que, como o filme sugere, muitas vezes encontra sua realização às custas da ética, da lealdade e de quem cruzar o seu caminho.