Morreu aos 24. Mas ensinou um país escravizado a ouvir a própria dor

Morreu aos 24. Mas ensinou um país escravizado a ouvir a própria dor

Uma vida breve acende um horizonte inteiro: quando a língua pública encontra sua hora, a juventude vira trabalho coletivo e um país ainda erguido sobre trabalho escravizado passa a ouvir a própria consciência em voz alta. Entre Bahia, Recife e São Paulo, oratória e poesia se confundem em convocação. O corpo cobra pedágio da língua, mas não a interrompe. A morte chega cedo, e mesmo assim a repercussão perdura em escolas, praças, jornais e cenas de hoje, onde versos antigos seguem escavando espaço para o ar que faltava.

Os 10 faroestes fundamentais do streaming: Netflix, Prime Video e HBO Max Kirsty Griffin / Netflix

Os 10 faroestes fundamentais do streaming: Netflix, Prime Video e HBO Max

Quando a paz se desintegra e as leis perdem seu efeito prático, o que sobra é a barbárie. Pessoas voltam a agir por instinto, e o que costumava ser uma sociedade torna-se a representação do caos. O faroeste continua mais atual do que nunca — e não só nos filmes. Figuram neste brevíssimo compêndio cinco produções do catálogo da Netflix e outras cinco do acervo do Prime Video com os grandes sucessos do gênero épocas distintas. Um registro do que pode haver de mais rude e mais elevado em nós.

Desligue o cérebro: thriller de ficção científica com Megan Fox está no Prime Video Divulgação / Autoerotic Productions

Desligue o cérebro: thriller de ficção científica com Megan Fox está no Prime Video

Há algo curioso na forma como o público reage a certos filmes sobre inteligência artificial: enquanto alguns exigem a densidade filosófica de “Blade Runner”, outros parecem se irritar quando a história opta por ser apenas entretenimento. “Submissão” nasceu nesse limbo, entre a pretensão de ser um comentário social e o desejo de ser um bom thriller de fim de noite.

Fenômeno de bilheteria, filme de Steven Soderbergh lucrou 5 vezes mais que o próprio orçamento e está na Netflix Divulgação / Warner Bros.

Fenômeno de bilheteria, filme de Steven Soderbergh lucrou 5 vezes mais que o próprio orçamento e está na Netflix

“Onze Homens e um Segredo” é o exemplo mais elegante da combinação de cálculo e carisma. Sob o comando de Steven Soderbergh, o longa de 2001 faz algo que o cinema de assalto raramente consegue: transformar o crime em espetáculo, o planejamento em coreografia e a camaradagem em sedução. Em vez de apenas narrar um roubo, o filme encena uma ode à esperteza, não a brutal, mas a engenhosa, a que se move com o mesmo ritmo de uma música tocada por quem domina o instrumento.