Autor: Natália Walendolf

Scarlett Johansson no Prime Video: uma comédia romântica pra aliviar a semana (sem sermão) Daniel McFadden / Relativity Media

Scarlett Johansson no Prime Video: uma comédia romântica pra aliviar a semana (sem sermão)

“Como Não Perder Essa Mulher” parte de uma rotina confortável e repetida, na qual Jon prefere o prazer sob medida que consegue sozinho e foge do trabalho miúdo de sustentar um vínculo. O caminho é simples e direto, ele conhece Barbara numa boate, tenta levar a noite adiante, recebe um “não” e decide mudar a estratégia para continuar na disputa. A partir daí, a comédia encosta desejo e negociação, com humor seco e momentos de constrangimento, sem transformar o assunto em sermão e sem poupar o protagonista da conta em horas, paciência e exposição toda vez que escolhe insistir.

Se você curte pancadaria estilizada: o astro de The Boys acabou de chegar à Netflix Divulgação / Paramount Pictures

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A ideia começa num detalhe de rotina, um homem que trabalha no banco e vive de alarmes para comer, beber água e checar o próprio corpo. Quando a violência invade esse cotidiano, a vantagem que parece óbvia vira problema de navegação; ele segue adiante, mas não recebe o aviso que faria qualquer um parar. O suspense se apoia no atraso, na falta de preparo e na série de decisões tomadas com informação incompleta, sempre com mais deslocamento, mais espera e menos margem para corrigir. Sem prometer invencibilidade, a história aposta no choque entre cuidado doméstico e rua, e transforma cada passo errado em minutos perdidos e energia drenada.

Um dos filmes japoneses mais provocadores dos últimos anos chegou à Netflix — e vai te fazer se remexer na cadeira Divulgação / The Seven

Um dos filmes japoneses mais provocadores dos últimos anos chegou à Netflix — e vai te fazer se remexer na cadeira

Koto Nagata estreia na ficção longa com um thriller que começa no gesto miúdo do golpe, apagar mensagens, trocar chip, ajustar perfil, e empurra Takuya e Mamoru por três dias apertados em Tóquio. Eles se passam por mulheres para roubar identidades, vender acessos e sumir antes que alguém reaja. Quando decidem largar tudo e procuram um mentor do submundo, a rotina vira agenda instável, endereço incompleto, encontro remarcado e corrida para não deixar rastro. O humor aparece quando a encenação precisa ser refeita em segundos, mas cada acerto traz conta, deslocamento e mais tempo acordado.

É uma história de amor… só que com a cidade inteira assistindo: Richard Gere e Jodie Foster no Prime Video Divulgação / Warner Bros.

É uma história de amor… só que com a cidade inteira assistindo: Richard Gere e Jodie Foster no Prime Video

Em “Sommersby — O Retorno de um Estranho”, um homem dado como morto reaparece seis anos depois e tenta ocupar, de novo, o lugar que ficou vazio na rotina da casa. A história parte de um gesto simples, abrir a porta para quem diz ser o marido, e logo transforma carinho em assunto de rua, com perguntas repetidas no portão, na varanda e no caminho até a cidade. Jon Amiel dirige com sobriedade e prefere a conversa atravessada e o olhar que não desvia a qualquer correria. O suspense nasce do cotidiano, de encontros forçados e de gente rondando a casa, cobrando memória e cobrando postura. É drama, romance e mistério sem fogos de artifício, interessado no que um casal perde em tempo, energia e posição social quando cada resposta vira convite para mais perguntas.

O filme de ação do Prime Video que virou catarse coletiva — e ficou 10 semanas entre os mais vistos do mundo Divulgação / Diamond Films

O filme de ação do Prime Video que virou catarse coletiva — e ficou 10 semanas entre os mais vistos do mundo

A história parte de um choque público e acompanha uma mulher que decide parar de pedir audiência, despacho e promessa. Essa escolha exige coisas bem materiais, anos de preparo, mudança de endereço, compra de equipamento e noites perdidas refazendo rotas e horários. Sem vender heroísmo fácil, a trama empilha nomes na mira e obriga a personagem a manter a mão firme quando cansaço e ferimentos pedem recuo. É ação e suspense com objetivo direto, guiado por decisões que cobram tempo, energia e exposição a cada passo.