Autor: Marcelo Costa

O filme de ação da Netflix que é o mais assistido de 2026 (até agora) Divulgação / Starlight Media

O filme de ação da Netflix que é o mais assistido de 2026 (até agora)

Dirigido e roteirizado por Joe Carnahan, “Dinheiro Suspeito” (2026) parte de um fato simples e explosivo: uma equipe da polícia de Miami descobre uma grande quantia de dinheiro num imóvel abandonado. A partir daí, o grupo precisa agir rápido antes que a informação circule pela corporação e vire assunto de sala, porta e corredor. Matt Damon e Ben Affleck conduzem a história por dentro desse aperto de tempo, com colegas que trabalham com falta de recursos e veem a confiança interna cair a cada conversa curta e cada decisão tomada sem registro.

No Prime Video: um suspense psicológico difícil de largar — e impossível de esquecer Divulgação / France 2 (FR2)

No Prime Video: um suspense psicológico difícil de largar — e impossível de esquecer

Dirigido por Xavier Durringer, “Morte na Alma” abre sem preparação: um pai admite ter matado o próprio filho adolescente e se recusa a dizer o motivo. Daí em diante, o julgamento anda no ritmo do que falta, com a mesma pergunta voltando em novas tentativas. O caso cai nas mãos de Tristan Delmas, um advogado ambicioso que precisa defender alguém que não se defende. Na insistência, ele entra no espaço privado de uma família que responde com frieza e silêncio, e cada audiência vira mais uma rodada de espera.

Um Monet de 100 milhões some — Pierce Brosnan e Rene Russo se enfrentam no suspense mais intrigante da Netflix Divulgação / Metro-Goldwyn-Mayer

Um Monet de 100 milhões some — Pierce Brosnan e Rene Russo se enfrentam no suspense mais intrigante da Netflix

Feito como releitura de um título conhecido, “Thomas Crown — A Arte do Crime” corre menos atrás de viradas rápidas e aposta em encontros repetidos, retornos a pistas e circulação por espaços institucionais. A direção de John McTiernan acelera quando a investigação encosta em um detalhe e estica quando o filme prende os personagens na mesma sala, olhando um para o outro e medindo o próximo passo. Para quem assiste, isso tem efeito direto: a história pede tempo e cobra disposição para acompanhar idas e vindas sem recompensa imediata.

Na Netflix: Kevin Costner no auge em um épico de aventura que não envelhece — para ver e rever Divulgação / Warner Bros.

Na Netflix: Kevin Costner no auge em um épico de aventura que não envelhece — para ver e rever

Dirigido por Kevin Reynolds, “Robin Hood — O Príncipe dos Ladrões” começa com o retorno de Robin de Locksley da Cruzada e o choque com uma ordem tomada à força em torno do xerife de Nottingham e do Príncipe João, enquanto a volta de Ricardo Coração de Leão vira objetivo prático para quem quer seguir vivo e com algum chão. Kevin Costner conduz o herói no gesto e no deslocamento, Morgan Freeman entra como parceiro constante de cena e Alan Rickman ocupa o posto do vilão com presença e fala que puxam tudo para o embate. É um filme que pede fôlego: alterna trechos que correm com outros que insistem no mesmo atrito até a paciência acusar.

Na Netflix: o suspense que parece um Black Mirror íntimo — e mais sufocante Divulgação / Sony Pictures Releasing

Na Netflix: o suspense que parece um Black Mirror íntimo — e mais sufocante

De “A Bruxa de Blair” a “Host”, o cinema encontra no caseiro e no digital novas formas de provocar medo e empatia. Em “Buscando”, Aneesh Chaganty usa a lógica do found footage e a estética screenlife para seguir David Kim, pai vivido por John Cho, na busca pela filha desaparecida. A investigação no computador expõe rastros, friezas familiares e a claustrofobia das telas, enquanto o texto enxerga aí um alerta contra a falsa onipotência da máquina.