O Dom Quixote não nasceu do nada: a Netflix mostra o inferno que moldou Cervantes
O longa de Alejandro Amenábar põe Miguel de Cervantes na conta fria de uma captura sem intervalo. Quem dá play depois do jantar entra em convés, corrente e negociação, e precisa manter a cabeça no lugar para entender quem manda, quem deve e quanto cada corpo pode render. As cenas alongam a espera e empurram o espectador a decidir entre pausar e retomar no dia seguinte ou atravessar a sessão e pagar com sono. Em cada sequência, alguém escolhe um passo prático, recebe cobrança em dinheiro ou obediência e paga com horas, fome, dor e risco dentro da prisão.






