Autor: Giancarlo Galdino

Julia Roberts na Netflix: o romance que levanta o astral e virou fenômeno literário por 180 semanas François Duhamel / CTMG

Julia Roberts na Netflix: o romance que levanta o astral e virou fenômeno literário por 180 semanas

Elizabeth Gilbert sai de Nova York e passa por Bali, Índia e Itália, enquanto tenta entender suas incoerências e encontrar sentido para a vida. Ryan Murphy adapta o livro publicado em 2006, destacando a crise de meia-idade e a dificuldade de permanecer em relacionamentos. Em Bali, Liz procura Ketut Liyer e recebe uma gravura hindu que reaparece no terceiro ato. A narrativa ganha força na Ásia, com Richard em Nova Délhi e o retorno a Bali, até a chegada de Felipe.

Acabou de cair na Netflix: Bruce Willis num thriller seco, brutal e difícil de esquecer Divulgação / Lionsgate Premiere

Acabou de cair na Netflix: Bruce Willis num thriller seco, brutal e difícil de esquecer

Tráfico humano, traumas pós-guerra e vigilantismo vão entrando em doses homeopáticas em “Atos de Violência”, sem que isso leve a nenhuma reflexão profunda sobre o estado de degenerescência da vida em comunidade. O diretor Brett Donowho e o roteirista Nicolas Aaron Mezzanatto perdem uma excelente oportunidade de ir além do lugar-comum de cenas de ação decerto vigorosas, mas que tornam-se cansativas numa história já apresentada tantas e tantas vezes.

Prime Video: um filme que trata a dúvida como vírus (e ele pega rápido) Divulgação / Reel One Entertainment

Prime Video: um filme que trata a dúvida como vírus (e ele pega rápido)

Sem muitas pretensões, “O Perigo Mora ao Lado” encadeia lances em que se começa a duvidar de tudo, sem que as perguntas saiam do controle. Tarimbado, John Murlowski cria situações de alguma intensidade, prestando atenção ao público que deseja capturar. Carina Rodney desenvolve um roteiro que segue à risca o manual do bom suspense, caudaloso, com boas viradas.

Nicolas Cage dirigiu só uma vez — e escolheu a história mais desconfortável possível (Prime Video) Divulgação / Europa Filmes

Nicolas Cage dirigiu só uma vez — e escolheu a história mais desconfortável possível (Prime Video)

Romper de uma vez por todas com esse ciclo implica conhecer-se e abandonar a alma velha que nos condena, um gesto de legítima bravura. Isso é o que pretende o personagem-título de “Sonny, O Amante”, sem saber que, além de uma inimiga declarada, seu maior adversário é ele mesmo. Nicolas Cage leva seu primeiro e único trabalho na direção com claro esmero e perfeccionismo, expondo nos personagens criados por John Carlen (1945–2009) a essência humana que a fealdade de sua rotina esconde.