Autor: Giancarlo Galdino

O filme da Netflix sobre solidão que transforma silêncio em amadurecimento Walter Thomson / Netflix

O filme da Netflix sobre solidão que transforma silêncio em amadurecimento

O texto acompanha como “Por Lugares Incríveis” engana o olhar: promete destinos grandiosos, mas encontra em Indiana um mapa emocional de adolescentes feridos. A crítica destaca a química improvável de Elle Fanning e Justice Smith, a fotografia que torna o banal fascinante e o melodrama que se aproxima sem pedir licença. Entre humor ácido, referências literárias e comparações com outros romances, o filme surge como história de amor com cicatrizes, risco e uma mensagem sobre o que nunca sabemos dos outros.

Um romance filosófico na Netflix que mistura ciência e Nietzsche e vira um quebra-cabeça perturbador Divulgação / Netflix

Um romance filosófico na Netflix que mistura ciência e Nietzsche e vira um quebra-cabeça perturbador

O texto analisa como “The Discovery” transforma a promessa de continuidade após a morte em combustível para desespero coletivo, exploração e conflito íntimo. Charlie McDowell cerca a narrativa com névoa noir e uma fotografia que cria distância entre espectador e cena, enquanto o doutor Thomas Harbor, vivido por Robert Redford, vira o centro de um fenômeno social incontrolável. Entre filhos em rota de colisão e um romance que não engrena, o filme investiga inteligência artificial, memória e o desejo humano de recomeço.

Um homem, uma montanha, um lobo: o filme da Netflix que transforma solidão em ferocidade e hipnotiza sem pressa Divulgação / Alfa Pictures

Um homem, uma montanha, um lobo: o filme da Netflix que transforma solidão em ferocidade e hipnotiza sem pressa

O texto acompanha como Samu Fuentes transforma o cotidiano de Martinon, isolado nas montanhas espanholas, em reflexão sobre o excesso de si e a miséria de estar só. Entre caça a lobos, idas à vila e a tentativa de comprar uma esposa, surgem Pascuala e Adela, duas presenças que deslocam o caçador entre brutalidade e afeto. A crítica destaca o trabalho físico de Mario Casas, a fotografia nevada de Aitor Mantxola e os riscos formais de “Sob a Pele do Lobo”, sem ignorar tropeços do roteiro e o eco de “O Regresso”.

O faroeste com Denzel na Netflix que parece ter “ressuscitado” o gênero MGM / Colombia Pictures

O faroeste com Denzel na Netflix que parece ter “ressuscitado” o gênero

A crítica de “Sete Homens e um Destino” parte do impacto do original de 1960 e da matriz de “Os Sete Samurais” para mostrar como Fuqua mantém o espírito do enredo e atualiza o peso dramático. O texto ressalta a fotografia de Mauro Fiore, a cidade de Rose Creek após a Guerra de Secessão e a figura de Bartholomew Bogue como ameaça central. Denzel Washington conduz o filme como Sam Chisolm, e a abordagem do racismo aparece de modo direto.

A Netflix tem um filme que funciona como reinício: você termina diferente (mesmo sem chorar) Divulgação / VerCine

A Netflix tem um filme que funciona como reinício: você termina diferente (mesmo sem chorar)

A crítica vê em “Inseparáveis” uma fábula acolhedora sobre imperfeições e afeto, mesmo cercada de chavões e engrenagem conhecida. Inspirado em “Intocáveis”, o roteiro de Marcos Carnevale aposta na empatia imediata entre Felipe, milionário tetraplégico, e Tito, o assistente atabalhoado que muda o rumo da casa. Oscar Martínez expõe a amargura e a transformação do protagonista; Rodrigo de la Serna equilibra aspereza e humor, com cenas musicais que já valem o filme.