Autor: Giancarlo Galdino

Prime Video: Emma Thompson (vencedora do Oscar) num drama-suspense escrito pelo vencedor do Booker Ian McEwan Divulgação / Entertainment One

Prime Video: Emma Thompson (vencedora do Oscar) num drama-suspense escrito pelo vencedor do Booker Ian McEwan

Os vários labirintos de “Um Ato de Esperança” levam a debates que sempre hão de inspirar cautela, curiosidade e medo, no intervalo que separa certeza e culpa, evolução e retrocesso. Adaptado por Ian McEwan de seu próprio romance, “A Balada de Adam Henry” (2014), o filme de Richard Eyre trata de escolhas, difíceis ou nem tanto, e suas consequências. Eyre, ex-diretor do National Theater em Londres, junta-se a McEwan, um dos melhores contadores de história do nosso tempo, determinado a embaralhar as convicções de quem assiste. E o faz com graça.

Na Netflix: um filme tão adorável que melhora o seu humor em minutos (perfeito pra hoje) Sanja Bucko / Netflix

Na Netflix: um filme tão adorável que melhora o seu humor em minutos (perfeito pra hoje)

Partindo da ideia de que sempre falta um pedaço, o texto lê “Já Fui Famoso” como encontro entre sonhos frustrados e talentos que ainda vão nascer. Ed Skrein vive Vince, ex-vocalista de boy band em Peckham, marcado pelo ostracismo e pela exigência de engajamento nas plataformas. Leo Long interpreta Stevie, adolescente autista com rara aptidão nas baquetas, cuja química com Vinnie dá energia ao filme. Mesmo com clichês e uma mãe superprotetora, a direção busca um diapasão emocional incomum.

Prime Video esconde um thriller que funciona como armadilha: você entra pela ação e fica pelo suspense Divulgação / Elevate Production Finance

Prime Video esconde um thriller que funciona como armadilha: você entra pela ação e fica pelo suspense

Uma mulher amargurada é capaz de tudo. Essa é a primeira impressão acerca de “Guerra Oculta”, um thriller psicológico protagonizado por uma agente do FBI tentando lidar com a morte recente do marido e da filha pequena, num atentado terrorista. A diretora Sophia Banks segue todos os mandamentos do bom enredo, porém seu filme peca ao exigir de Abby Trent, essa mártir com sede de vingança, um rol de qualidades que ninguém teria.

O filme da Netflix com fama de ser um dos mais perturbadores já feitos — e dá pra entender em minutos Divulgação / Netflix

O filme da Netflix com fama de ser um dos mais perturbadores já feitos — e dá pra entender em minutos

Impulsionado pelo ano em que múltiplas adaptações de King chegaram ao cinema, o texto aponta “1922” como a mais competente em capturar o sentimento kinguiano. Entre milharais ensolarados e um cenário distópico, a crítica destaca a fotografia de Ben Richardson e a força do elenco liderado por Thomas Jane. O foco recai na culpa que devora Wilfred, na metáfora dos ratos e no caminho até um terror psicológico raro, com ecos de “Crime e Castigo” e “O Iluminado”.

Suspense existencialista estrelado por Hilary Swank é um dos melhores e mais subestimados filmes da história da Netflix Divulgação / Netflix

Suspense existencialista estrelado por Hilary Swank é um dos melhores e mais subestimados filmes da história da Netflix

Neste suspense de ficção científica, uma ginoide assume o papel de Mãe e cria Filha num laboratório após a extinção “ética” da humanidade. O ensaio aponta a codependência invertida entre máquina e garota, a fissura moral que cresce com a chegada da Mulher e a sedução de escapar para ver o mundo. Ao aproximar “I Am Mother” de “Ex-Machina: Instinto Artificial” e contrastá-lo com “Mãe!”, o texto lê a maternidade emulada como paradoxo e projeto eugênico de final amargo.