Autor: Giancarlo Galdino

Netflix tem um thriller que te faz desconfiar do narrador, da cena… e de você Divulgação / Netflix

Netflix tem um thriller que te faz desconfiar do narrador, da cena… e de você

A Coreia do Sul construiu riqueza e identidade sob educação e meritocracia, mas carrega o estigma do fracasso e um problema social complexo. Em “Rastros de um Sequestro”, Jin-seok muda com a família para Seul e vê o irmão Yoo-seok desaparecer por dezenove dias; ao voltar com amnésia dissociativa, ele parece outro. Sem crédito da polícia, o rapaz investiga, descobre segredos, um passado trágico e uma vingança que atravessa 20 anos, em clima noir.

Parece “só mais um filme” na Netflix… até o minuto que te derruba de verdade Divulgação / Netflix

Parece “só mais um filme” na Netflix… até o minuto que te derruba de verdade

Em “Remédio Amargo” (2020), Carles Torras desenha Ángel, vivido por Mario Casas, como amante que degringola da devoção para a psicopatia, ecoando “Atração Fatal”. Vanesa, de Déborah François, é rebaixada de pessoa a objeto, enquanto o roteiro arma culpa, infertilidade, indiferença e o interesse por Ricardo como combustível do delírio. Num espaço doméstico anacrônico e claustrofóbico, o suspense vira pânico até um desfecho apocalíptico — e um alerta sobre amores abusivos.

Se você gostou de “A Origem”, de Christopher Nolan, este filme da Netflix é o próximo da sua lista Divulgação / Netflix

Se você gostou de “A Origem”, de Christopher Nolan, este filme da Netflix é o próximo da sua lista

Perdidos entre o real e o reino das aparências, inventamos remédios para a tristeza e apostamos na família como projeto de paz. Mas e se, de repente, a vida escapa por entre os dedos e a felicidade some, deixando só o desalento e o vazio? É nesse ponto que “Sonhos Lúcidos” instala seu drama: um pai solteiro amoroso vê o filho desaparecer num parque de diversões e, três anos depois, tenta reverter o caso por conta própria, guiado por vingança, burocracia e um método ligado ao limiar do sono.

A última parte de um dos maiores filmes de todos os tempos ganhou novo começo e novo final — e está na Netflix Divulgação / Paramount Pictures

A última parte de um dos maiores filmes de todos os tempos ganhou novo começo e novo final — e está na Netflix

Da beleza que escapa à nossa “vã filosofia” ao gosto do devaneio, o texto chega ao único animal que sonha — e a Michael Corleone, arrependido e nefastamente transformador. Em “O Poderoso Chefão”, Coppola conclui (será?) um tratado minucioso: crítica ferina à Igreja, um Michael disposto a comprar o Vaticano, e a engrenagem maldita que o empurra a confessar Fredo. Entre Bagheria, Kay, Mary e Tony, sobram tormento, polêmicas, e até a vaidade de Sinatra.