Autor: Giancarlo Galdino

A HBO Max recebeu um dos suspenses mais elogiados deste século — e quase ninguém notou Divulgação / Stage 6 Films

A HBO Max recebeu um dos suspenses mais elogiados deste século — e quase ninguém notou

Em 2007, “Zodíaco” acompanha, por décadas, os rastros de um assassino que assombra São Francisco no fim dos anos 1960 e início dos 1970. A narrativa privilegia as idas e vindas da investigação, os erros do processo e os atritos entre diferentes forças policiais, além do papel da imprensa. No centro, Robert Graysmith, cartunista do “San Francisco Chronicle”, transforma curiosidade em missão pessoal, enquanto a dúvida e a falta de respostas corroem tudo ao redor.

Pode ser o melhor suspense da Netflix — e você ainda não assistiu Nick Wall / Netflix

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O texto parte do mito de Robin Hood para pensar “Passei por Aqui”, filme de 2022 em que um jovem grafiteiro invade mansões sem roubar nada, buscando provocar reflexão. A narrativa acompanha Toby e sua parceria com Jay, até a entrada do juiz Hector Blake, filantropo influente que muda o tom do longa. A crítica destaca a tensão entre justiça social e crime, a agilidade da ação e a virada para um suspense sofisticado, ancorado em atuações de George MacKay e Hugh Bonneville.

Um dos melhores sci-fis deste século chegou à Netflix — e Scarlett Johansson está no centro de tudo Divulgação / Paramount Pictures

Um dos melhores sci-fis deste século chegou à Netflix — e Scarlett Johansson está no centro de tudo

O texto analisa como o filme de Rupert Sanders, lançado em 2017, sacode o cinema de ação ao apostar no apuro visual e na computação gráfica. Ao mesmo tempo, discute os limites dessa releitura de um mangá que virou anime e depois longa, além de apontar escolhas que aproximam a história de um heroísmo “à americana”. A trajetória da Major Mira, o papel das Indústrias Hanka e o debate em torno de Scarlett Johansson entram como chaves para entender as tensões do projeto.

Filosófico e violento, um dos filmes mais caros da história do cinema está na Netflix — e talvez você ainda não tenha assistido

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Neste ensaio, o autor defende que nenhuma adaptação literária ao cinema é totalmente fiel, e mostra como isso se intensifica em narrativas religiosas. A partir de “Noé” (2014), de Darren Aronofsky, o texto explora escolhas criativas, discrepâncias em relação às Escrituras e a construção de um protagonista mais complexo do que o senso comum consagrou. Também avalia o elenco — com destaque para Russell Crowe e Jennifer Connelly — e conclui que o filme, denso e ousado, é raro na indústria.

Se você acha que já viu “amor proibido”, o Prime Video tem um filme que vai te desestabilizar Divulgação / Amazon Prime Video

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Um triângulo amoroso labiríntico se desenrola em “Meu Policial”, uma história de amor, mas também covardia, mesquinhez e atraso. O desejo reprimido numa sociedade que criminalizava relações homoafetivas na Grã-Bretanha dos anos 1950 é o alvo do britânico Michael Grandage, e o diretor vai fundo no inconsciente de seus personagens a fim de descobrir por que escolhem viver como vivem, ainda que ressalte a obscuridade cercando tudo.