Autor: Giancarlo Galdino

Este filme da Netflix é uma armadilha elegante: 114 minutos sem respiro Divulgação / Netflix

Este filme da Netflix é uma armadilha elegante: 114 minutos sem respiro

O texto analisa “O Anjo do Mossad” (2018), de Ariel Vromen, como um filme de espionagem que se alimenta do interesse público por saber onde termina o fato e começa a ficção. A trajetória de Ashraf Marwan, egípcio ligado ao alto poder e associado ao Mossad, é tratada como enigma moral e político, com polêmicas que resistem e impedem certezas. A leitura destaca o trabalho de Marwan Kenzari, a tensão calibrada entre Londres e Cairo e a habilidade do diretor em sugerir hipóteses sem cravar respostas.

Você termina esse filme do Prime Video e fica olhando pra tela sem saber o que sentir Divulgação / A2 Filmes

Você termina esse filme do Prime Video e fica olhando pra tela sem saber o que sentir

A morte está sempre à espreita em “Minha Irmã”, porém o drama das suíças Stéphanie Chuat e Véronique Reymond trata mesmo é de vida, que, sabemos todos, não é sempre bela. O texto, das diretoras, mede bem o grau de pesar e prazer em cada cena, conseguindo que o público se emocione, vá às lágrimas, ria, pense, e tem por pano de fundo uma questão nada romântica, que também faz parte das famílias. Mas não de todas elas.

Suspense na Netflix te cola no sofá e só te solta no último segundo Barry Wetcher / Summit Entertainment

Suspense na Netflix te cola no sofá e só te solta no último segundo

O texto lê “Truque de Mestre” (2013), de Louis Leterrier, como a abertura de uma trilogia em que a magia é elemento indispensável e método narrativo. Um grupo de criminosos surge como agente de transformações que flertam com justiça social, ainda que o mundo ao redor se esfacele em ruína moral. A análise destaca a apresentação dos quatro, o respiro cômico que empurra o filme ao suspense, o duelo de Morgan Freeman e Michael Caine em Las Vegas e a dupla investigativa de Mark Ruffalo e Mélanie Laurent.

Santo remédio pro mau humor: comédia romântica da Netflix melhora o fim de semana na hora Divulgação / Netflix

Santo remédio pro mau humor: comédia romântica da Netflix melhora o fim de semana na hora

Em “Na Sua Casa ou na Minha?”, Aline Brosh McKenna tenta escapar da comédia romântica automática com diálogos mordazes e momentos de farsa, mas tropeça em soluções superficiais. O texto aponta um prólogo cansativo, reforçado por cards nostálgicos, antes de a narrativa saltar de 2003 para hoje, dividida entre Manhattan e Los Angeles. Ashton Kutcher vive um advogado influente; Reese Witherspoon, uma inspetora escolar. A amizade requentada, as subtramas e um desfecho à moda “Amor sem Escalas” fecham o percurso.