Quando uma cidade inteira é silenciada pelo medo, qualquer gesto de resistência vira um ato de coragem, e é exatamente esse impulso que move “Sete Homens e um Destino”. O filme começa mostrando Rose Creek sufocada pelo domínio cruel do industrial Bartholomew Bogue, interpretado por Peter Sarsgaard, que usa violência e intimidação para tomar terras e calar quem ousa enfrentá-lo.
Desesperada, Emma Cullen (Haley Bennett) decide reagir e procura ajuda fora da cidade. É assim que surge Sam Chisolm, vivido por Denzel Washington, um caçador de recompensas firme, estratégico e dono de uma presença magnética. Ele aceita a missão e passa a reunir um grupo improvável de homens armados, cada um com suas habilidades e cicatrizes. Entre eles está o irreverente Josh Faraday, papel de Chris Pratt, que equilibra tensão com humor afiado, e o introspectivo Goodnight Robicheaux, interpretado por Ethan Hawke, carregando traumas que pesam em cada olhar.
O que torna o filme envolvente não é apenas a promessa de confronto, mas a dinâmica entre esses personagens. Há provocações, diferenças de temperamento e, aos poucos, um senso de lealdade que se constrói de maneira orgânica. A direção de Antoine Fuqua aposta em ritmo e presença, valorizando tanto os silêncios quanto os diálogos rápidos e irônicos.
Sem reinventar o faroeste, o longa funciona porque entende o apelo do gênero: homens imperfeitos tomando decisões difíceis diante da injustiça. É entretenimento clássico, conduzido por um elenco carismático, que entrega ação, tensão e personalidade na medida certa, tudo sem perder o senso de diversão que torna a experiência tão envolvente.
★★★★★★★★★★



