Séries

O faroeste da Netflix que faz Yellowstone parecer passeio no shopping Divulgação / Film 44

O faroeste da Netflix que faz Yellowstone parecer passeio no shopping

O texto parte da premissa do faroeste como acerto de contas e lê “Terra Indomável” como resposta imediata à moda do western em séries. Entre fórmulas do gênero, tesouro invisível e violência, a narrativa ganha densidade ao situar a fronteira no rastro de guerras e desigualdades, registrando hecatombes como o Massacre dos Montes Meadows. O destaque vai ao realismo, à presença de povos originários em seus idiomas, à consultoria cultural indígena e às atuações elogiadas, coroando uma avaliação máxima.

Netflix reinventa Agatha Christie sem “estragar” o clássico: o mistério de 1929 que ganhou sangue novo Divulgação / Netflix

Netflix reinventa Agatha Christie sem “estragar” o clássico: o mistério de 1929 que ganhou sangue novo

Passados cinquenta anos de sua morte, em 12 de janeiro de 1976, a britânica Agatha Christie (1890-1976) ainda serve de base para uma miríade de histórias que fisgam o público primeiro. Baseado no romance homônimo da Rainha do Crime (1890-1976), de 1929, o roteiro de Chibnall mantém o glamour da década de 1920 enquanto irriga suspeitas acerca de um misterioso homicídio durante uma festa na mansão de campo de Lady Eileen “Bundle” Brent, a jovem aristocrata que protagoniza a história. Tudo como sempre, mas com um verniz de novidade e muita tecnologia.

Na 5ª temporada, Emily em Paris ainda encanta, mas já não empolga como antes Giula Parmigiani / Netflix

Na 5ª temporada, Emily em Paris ainda encanta, mas já não empolga como antes

Emily Cooper está amadurecendo — e isso é péssimo. Na quinta temporada, nota-se que a protagonista de “Emily em Paris” vem deixando de ser a garotinha ingênua de cinco anos atrás e ficando mais atirada, mais sagaz, mais cínica. Os moradores da Cidade Luz serviram-lhe de inspiração para uma série de mudanças, e a mocinha parece ter enfim aprendido a desvendar alguns códigos de uma sociedade predatória, tornando-se também uma farsante.

O público parou de maratonar séries — e o streaming ainda não percebeu

O público parou de maratonar séries — e o streaming ainda não percebeu

Relatórios recentes indicam que a maratona deixou de ser exclusiva como forma de consumir séries. Nos EUA, o streaming chegou a 44,8% do uso de TV em maio de 2025, segundo a Nielsen. A Gracenote, unidade de dados da mesma empresa, registrou em novembro de 2025 que 45% dos usuários se sentem sobrecarregados e gastam, em média, 14 minutos procurando o que assistir. Analistas relacionam esses sinais a estratégias semanais e híbridas de lançamento, usadas para manter o público engajado por mais tempo.

Globo de Ouro 2026: as 8 séries da Netflix indicadas ao prêmio

Globo de Ouro 2026: as 8 séries da Netflix indicadas ao prêmio

Em mais um ano de disputa intensa entre canais tradicionais e plataformas digitais, o Globo de Ouro de 2026 reforça o espaço das séries produzidas para streaming. A presença da Netflix entre os indicados mostra como o formato seriado se tornou um dos principais termômetros da indústria, combinando alcance global e liberdade criativa. Em diferentes gêneros, da comédia ao suspense político, essas séries ajudam a entender o que grupos de imprensa estrangeira consideram relevante na televisão contemporânea. Também revelam disputas de poder, ajustes de mercado e mudanças de comportamento público.