Autor: Web Stuff

As 50 cidades brasileiras mais citadas nas redes sociais em 2025 (sem capitais)

As 50 cidades brasileiras mais citadas nas redes sociais em 2025 (sem capitais)

A lista foi construída por um Índice Composto de Atenção Digital (ICAD-2025), com janela de 1º de janeiro a 15 de dezembro de 2025 e recorte exclusivo de municípios não capitais. O ICAD combina quatro eixos: base demográfica como proxy de volume cotidiano de conteúdo; intenção de viagem e turismo como proxy de picos de atenção; experiências e atrações com alto potencial de recomendação e compartilhamento como proxy do que tende a viralizar; e regras de limpeza para padronizar nomes, evitar duplicidades e excluir capitais estaduais e o Distrito Federal.

Leitores que mentem sobre livros que nunca leram — e vivem disso

Leitores que mentem sobre livros que nunca leram — e vivem disso

Críticos, professores, escritores e perfis literários circulam diariamente entre listas, resenhas e debates sobre obras centrais. Nesse ambiente, o domínio do vocabulário do campo pode valer mais do que a leitura integral, e a pressão por presença pública empurra comentários rápidos, baseados em referências indiretas. A reportagem examina como essa engrenagem opera, quais são seus incentivos e onde terminam as práticas legítimas de mediação e começam os atalhos que embaralham leitura, reputação e autoridade cultural.

50 palavras brasileiras intraduzíveis

50 palavras brasileiras intraduzíveis

A noção de “palavra intraduzível” voltou a circular nas redes, mas tradutores explicam que o problema é de equivalência, não de ausência. Umberto Eco descreveu a tradução como o esforço de dizer quase a mesma coisa. No português brasileiro, cafuné aparece em dicionários como carícia feita com a ponta dos dedos no couro cabeludo, mas costuma exigir contexto para manter tom e intimidade. O mesmo vale para saudade, jeitinho e gambiarra no cotidiano.

Adélia Prado faz 90 anos. A palavra é mais forte que o poder Foto / Nana Moraes

Adélia Prado faz 90 anos. A palavra é mais forte que o poder

Divinópolis, 1950. Chove. Os trilhos da Oeste de Minas reluzem quando o relâmpago abre a noite; o rádio chia notícias do pós-guerra, gols ainda por vir, promessas de um país em marcha. A missa segue em latim, o fogão a lenha dita o ritmo da cozinha, a cidade cresce entre metal e tecido, e uma casa respira trabalho, fé, fome de futuro. É o ano em que o Brasil perde uma Copa e ela perde a mãe. O pires tilinta, o orvalho pendura pérolas na couve, a cantiga antiga insiste. A menina escuta. Puxa o ar que falta e escreve. O verso inaugural rompe o silêncio e dá borda à dor.

A babá que fotografou o século e morreu anônima: por que Vivian Maier importa agora

A babá que fotografou o século e morreu anônima: por que Vivian Maier importa agora

Nascida em Nova York em 1926 e empregada por décadas como babá na região de Chicago, Vivian Maier produziu mais de 150 mil fotografias de ruas e personagens urbanos sem publicá-las em vida. Quando seus negativos foram leiloados por falta de pagamento de um box de armazenamento, em 2007, começou uma corrida por direitos, exposições e lucros. A trajetória tardia dessa obra expõe o encontro tenso entre trabalho doméstico, anonimato feminino e indústria global da imagem, do arquivo, da autoria e do esquecimento.