Autor: Revista Bula

Em 1938, após o último poema, a poeta que mudou a poesia argentina se jogou no Atlântico, em Mar del Plata

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Ao sul dos Alpes, uma menina deixa Sala Capriasca, Suíça, e encontra no Rio da Prata o idioma do sustento. Cresce entre San Juan e Rosario, aprende a fabricar abrigo com pouco. O pai morre, o dinheiro mingua, ela aceita fábrica, escritório, giz. Aos dezenove, Buenos Aires a recebe: grávida, sozinha, turnos longos, pensão, o filho Alejandro nos braços. De dia, aulas e jornal; à noite, páginas. Em 1935, o diagnóstico, a cirurgia, a cicatriz. Três anos depois, Mar del Plata, vento frio, consulta, presságio. A madrugada saberá do resto.

Vencedor do Oscar, o melhor filme de ação dos últimos 5 anos acaba de estrear na Netflix Divulgação / Warner Bros.

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Antes de qualquer explicação, há ruído: massas sonoras que vibram como placas, um palco que vira corredor de evacuação, corpos entre a precisão militar e o pânico civil. A câmera observa sem paternalismo, registra mudança de pressão no ar, luz que se recolhe como se obedecesse a ordem inaudível. A sensação é de entrar atrasado numa partitura já em andamento; as notas, em vez de orientar, desarranjam. No centro, um rosto sem nome. Não é recusa de identidade, é método.

A mulher que fez a poesia persa sangrar, mudou um país e morreu aos 32

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Ela escreveu com o corpo e pagou o preço. Em Teerã, a vida curta de Forugh Farrokhzad incendiou a linguagem com desejo, risco e precisão. Fez cinema entre feridas e cadernos de caligrafia, adotou um menino numa margem que o país queria esquecer, enfrentou censura, rumor e solidão. Morreu jovem; os poemas ficaram. Nas ruas, quando a coragem exige palavra, sua voz retorna como faísca. Ler Forugh hoje é respirar fundo: um método de atenção, uma forma de coragem, um país possível que insiste em sobreviver ao silêncio de estado.

As 30 cidades mais bonitas do Brasil (2025): veja o ranking completo

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Entre serras, baías, dunas e centros históricos, este dossiê apresenta um ranking auditável da beleza urbana brasileira. Não é lista de likes: é resultado de método, evidência e leitura morfológica. Partimos de um recorte mensurável, pontuamos com critérios públicos e confirmamos, caso a caso, o que a fotografia promete. São trinta cidades, de perfis diversos, avaliadas por patrimônio, conservação, forma urbana e reputação recente. O leitor encontra, aqui, transparência e comparabilidade: pesos claros, trilha de verificação e um caminho para refazer a conta e discutir a ordem, com responsabilidade editorial.

A nordestina que fez Veneza, Roma e Paris se ajoelharem, 55 anos antes de Fernanda Torres virar lenda Acervo / Florinda Bolkan

A nordestina que fez Veneza, Roma e Paris se ajoelharem, 55 anos antes de Fernanda Torres virar lenda

De Uruburetama a Roma, Florinda Bolkan talha a própria lenda entre disciplina e silêncio. Comissária da Varig, migra do balcão de embarque para o set, ajusta o sobrenome à prosódia do mundo e, em 1968, encontra Marina Cicogna e Luchino Visconti. Rapidamente passa das pontas ao centro do quadro; o mercado diz exótica, ela responde com rigor. Com Vittorio De Sica, Elio Petri, Lucio Fulci, Giuseppe Patroni Griffi e Luigi Bazzoni, afina um timbre singular. Depois, marca a televisão italiana, volta ao Brasil e dirige no Ceará, com luz própria.