Autor: Revista Bula

Por que Flores para Algernon continua sendo um dos livros mais cruéis e humanos já escritos

Por que Flores para Algernon continua sendo um dos livros mais cruéis e humanos já escritos

A ascensão intelectual de Charlie Gordon é acompanhada por meio de relatórios de progresso que respiram. A linguagem cresce, afia, ilumina laços e crueldades ocultas, até perceber que todo ganho carrega a semente da queda. A partir daí, cada simplificação gramatical vira ferida, cada gesto de cuidado sustenta o que a memória abandona. Sem vilões de cartolina, o romance desmascara o espetáculo científico, o deboche cotidiano e o medo.

11 cidades brasileiras únicas que todo mundo deveria visitar pelo menos uma vez (fora do óbvio)

11 cidades brasileiras únicas que todo mundo deveria visitar pelo menos uma vez (fora do óbvio)

Onze cidades brasileiras fora do roteiro óbvio combinam história verificável e vida em andamento. Conjuntos tombados, praças reconhecidas pela UNESCO, pontes de 1885, fundações coloniais e igrejas ativas sustentam uma experiência de escala humana. Não oferecem espetáculo automático; pedem atenção, tempo e bons sapatos. Entre serras, baías e vales do café, a beleza aparece na utilidade: museus que funcionam, bibliotecas em sobrados, mercados de bairro. Este recorte aponta rotas possíveis para quem prefere contexto e permanência a fila e fotografia vazia.

Aos 75, uma doceira do interior do Brasil publicou seu primeiro livro. Hoje, toda a língua lusófona a reverencia Foto / Cidinha Coutinho

Aos 75, uma doceira do interior do Brasil publicou seu primeiro livro. Hoje, toda a língua lusófona a reverencia

De uma casa baixa à margem do Rio Vermelho, Cora Coralina transformou trabalho, silêncio e cadernos em literatura. Doceira, viúva, escritora tardia, publicou o primeiro livro em 1965, aos 75 anos, e a partir daí reorganizou pertencimentos: mulheres, cidades pequenas, leitores urbanos. Entre becos, cartas e rigor verbal, sua obra recusa exotismo e sustenta uma ética da atenção. Este retrato atravessa a infância em Vila Boa, a volta em 1956, a edição pela José Olympio, a reedição da UFG e a leitura de Drummond, até o reconhecimento público e museológico.

Com Brad Pitt, o melhor filme de ação e mistério dos últimos 3 anos já está na Netflix Divulgação / Columbia Pictures

Com Brad Pitt, o melhor filme de ação e mistério dos últimos 3 anos já está na Netflix

Num comboio que raramente desacelera, a luz não pertence a lugar algum, apenas às telas e aos anúncios que cintilam sem repouso. Rostos parecem moldados por figurinos de outra era; codinomes infantis disfarçam crueldades metódicas; parcerias funcionam como relógios desalinhados. O espaço curto exige choque, empurra encontros, testa códigos morais como quem conta piadas com lâmina. O artifício é assumido. A fisicalidade, incontornável.

Na Netflix, Blake Lively e Jude Law em um jogo de vingança que não dá respiro Divulgação / Paramount Pictures

Na Netflix, Blake Lively e Jude Law em um jogo de vingança que não dá respiro

Quando o cinema de ação abandona a fanfarra, resta o corpo em tensão e a respiração que falha. A câmera encosta no rosto que recusa brilho e transforma hesitação em método; em vez de prometer redenção, mostra processo, custo e consequência. Cada curva mal calculada, cada tiro atrasado, cada escolha sem glamour desenham disciplina sombria. O som substitui slogans, a proximidade expõe rachaduras. A jornada de uma sobrevivente encontra ritmo próprio e recusa manuais, preferindo risco, tato e uma ética da imperfeição, com responsabilidade a cada passo. Clara, sem atalhos.