Autor: Natália Walendolf

Acabou de estrear na Netflix e está criando um hábito estranho: todo mundo pausa na mesma hora Divulgação / Universal Pictures

Acabou de estrear na Netflix e está criando um hábito estranho: todo mundo pausa na mesma hora

Há um prazer meio culpado em ver um filme que começa como serviço de bandidagem e, minuto a minuto, cobra cada escolha com respiração curta, músculos tensos e decisões tomadas no escuro. “Abigail” parte de um combinado simples — vigiar uma criança numa mansão afastada — e vira uma sequência de idas e voltas que consome luz, sinal, paciência e confiança. Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett usam humor seco para mostrar como a pose de “profissional” dura pouco quando a casa impõe silêncio, portas fechadas e uma travessia que parece sempre maior do que deveria.

O suspense de ação no Prime Video que quase todo mundo ignorou — erro clássico Divulgação / Netflix

O suspense de ação no Prime Video que quase todo mundo ignorou — erro clássico

Em “Sozinha”, o thriller de sobrevivência dirigido por John Hyams, uma mulher recém enlutada pega a estrada para recomeçar e vira alvo de um desconhecido. O que começa como desconforto cotidiano se converte em perseguição e sequestro, empurrando a protagonista para uma fuga em território hostil. Entre terror e ação, o filme trabalha com poucos personagens e muita consequência física, apostando em decisões pequenas que mudam tudo. Num mercado saturado de caçadas e invasões, ele chama atenção por reduzir o espetáculo e aumentar a sensação de vulnerabilidade prática.

O filme de ação e suspense no Prime Video que não te deixa respirar Divulgação / Republic Pictures

O filme de ação e suspense no Prime Video que não te deixa respirar

Em um thriller de ação concentrado em espaço fechado, um detetive com perda parcial de audição vira o elo decisivo para proteger uma mulher surda que testemunhou um assassinato no próprio prédio. O perigo não vem de fora, e isso muda a lógica do jogo, porque rádio, distintivo e procedimento deixam de ser garantia e passam a ser ameaça. A história importa agora porque o gênero vive de variações do cerco nos catálogos de streaming, e aqui a informação circula por silêncio, por gesto e por atraso.

O romance existencialista inspirado em Sartre que faz amor doer — e está na Netflix Hilary Bronwyn Gayle / Netflix

O romance existencialista inspirado em Sartre que faz amor doer — e está na Netflix

Em “Amores Solitários”, Susannah Grant coloca uma romancista em bloqueio num retiro de escritores no Marrocos, onde ela cruza com um homem mais jovem que acompanha a namorada autora. O encontro, que começa como conversa lateral, vira romance e abre um dilema prático: transformar a conexão em vida compartilhada ou tratá-la como episódio de viagem. Sem apelar para grandes reviravoltas, o filme observa o peso do desejo quando ele esbarra em rotina, reputação e escolha.

Uma das histórias de amor mais bonitas do cinema francês recente chegou ao Prime Video Divulgação / Alamode Film

Uma das histórias de amor mais bonitas do cinema francês recente chegou ao Prime Video

Em “Os Jovens Amantes”, Carine Tardieu parte de um reencontro num hospital para juntar uma viúva de 71 anos e um médico de 45, casado. Os dois se atraem e tentam organizar o caso sem virar notícia na própria casa. A história avança como comédia de costumes com frestas de drama, presa a horários, visitas e justificativas que falham. Enquanto ela protege a própria autonomia, ele mede o impacto sobre a esposa, os filhos e o amigo mais próximo, e cada acerto vira um novo teste de convivência.